PRF intercepta carreta com carga milionária de eletrônicos e insumos médicos em Santa Catarina

    Agentes da PRF interceptaram carreta carregada com milhares de celulares de última geração, relógios inteligentes, medicamentos e equipamentos hospitalares sem nota fiscal.

    Uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu uma carga de produtos importados avaliada em cerca de R$ 20 milhões na tarde desta segunda-feira (20/07), em Itapema. Os itens estavam escondidos em uma carreta e entraram no Brasil de forma ilegal.

    A ação começou após a troca de informações entre equipes da PRF de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Em seguida, os policiais monitoraram o veículo. Assim, conseguiram interceptar a carreta antes que a carga chegasse ao mercado clandestino.

    Mais de 1.700 celulares estavam na carga

    Durante a vistoria, os agentes encontraram centenas de caixas com eletrônicos. Ao todo, a carga transportava:

    • 900 smartphones de uma fabricante norte-americana;
    • 832 smartphones de uma fabricante sul-coreana;
    • mais de 2,5 mil relógios inteligentes.
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    Somente os mais de 1.700 celulares estão avaliados em mais de R$ 14,4 milhões. Além disso, os relógios inteligentes também possuem alto valor comercial.

    Insumos e equipamentos médicos 

    Além dos eletrônicos, os policiais localizaram produtos de alta complexidade regulatória. Entre eles estavam sete paletes de suplementos alimentares. Também havia quatro paletes de insumos químicos usados na fabricação de medicamentos.

    Os agentes encontraram dois equipamentos para exames oftalmológicos. Cada aparelho está avaliado em cerca de R$ 150 mil.

    Segundo a PRF, todas as mercadorias entraram ilegalmente no Brasil. Dessa forma, o caso configura os crimes de contrabando e descaminho.

    Os policiais encaminharam a carreta e toda a carga para a sede da Polícia Federal, em Itajaí. Posteriormente, a Receita Federal ficará responsável pela destinação dos produtos apreendidos.

    Conforme a legislação brasileira, os responsáveis pelo transporte e pela receptação podem responder pelos crimes. Se condenados, as penas somadas ultrapassam nove anos de reclusão.

    Ao mesmo tempo, a PRF estima que a apreensão causou um prejuízo de pelo menos R$ 20 milhões ao esquema criminoso. Portanto, a operação evitou que uma grande quantidade de mercadorias ilegais fosse distribuída no mercado clandestino.

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