Rodovias federais são liberadas; grupo segue protestando no Estreito

    Bloqueios rodoviários foram desfeitos; grupo na capital acredita em "intervenção federal"

    Enquanto os bloqueios ilegais nas estradas perdem força, manifestantes em Florianópolis seguem em protesto em frente a unidades do Exército sob o pretexto de contestar as eleições.

    Conforme balanço da Polícia Rodoviária Federal, às 18h desta quinta-feira (3/11) não havia mais pontos de bloqueio total em estradas de Santa Catarina. Em Trombudo Central e em Pouso Redondo, manifestações sobre a BR-470 ainda impediam parcialmente o trânsito.

    Já em Rio do Sul, onde foram gravados os vídeos de militantes pedindo golpe militar, a PRF alertou que haveria a intervenção da tropa de choque, a exemplo do que ocorreu em Itajaí, Içara e Itapema. A polícia tenta negociar a liberação para evitar o uso da força, como no norte da BR-101, em Joinville:

    Publicidade

    Em Rio do Sul, porém, mesmo após a negociação, os manifestantes concordaram com a polícia em desocupar a pista mas permaneceram atravessando a rodovia para impedir o trânsito normal.

    + PRF aplicou mais de 600 multas em bloqueios em SC
    + Caminhoneiro morre em acidente em bloqueio no sul do estado

    Protesto no Estreito

    Manifestantes que protestaram em peso na tarde quarta-feira (2) em frente ao batalhão do exército no bairro Estreito, em Florianópolis, voltaram a se reunir no mesmo local nesta  quinta sob a mesma pauta: pedir um golpe militar. Muitos acreditam que o golpe poderia ocorrer a partir de um “acionamento” das forças armadas contra as eleições se grupos permanecerem pedindo uma “intervenção federal” em frente aos imóveis militares. Uma parte dos manifestantes afirma já não se reconhecer mais como bolsonarista após a derrota do candidato nas urnas e quer apenas manifestar a indignação com o resultado.

    Protesto no Estreito provoca congestionamento no bairro
    Protesto no Estreito provoca congestionamento no bairro no início da noite de quinta – Foto: Ricardo Pastrana/GMF/Divulgação/CSC

    Os manifestantes, equipados com barraquinhas de comidas e bebidas, ocupam ambos os lados da Av. Eurico Gaspar Dutra e prejudicam o fluxo normal do trânsito e a liberdade das pessoas que não fazem parte do movimento. O resultado concreto é um congestionamento do bairro.

    Publicidade
    COMPARTILHAR