O Governo de Santa Catarina lançou nesta quarta-feira (17/06) o Sistema Estadual de Informações sobre Logística Reversa de Embalagens Pós-Consumo (SISREV). A plataforma foi apresentada durante o evento “Implementação dos Sistemas de Logística Reversa de Embalagens Pós-Consumo no Estado de Santa Catarina”.
A iniciativa reúne a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC).
Com o lançamento, Santa Catarina fortalece a aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Além disso, o Estado amplia o controle sobre a destinação de embalagens pós-consumo.
Fabricantes e importadores que atuam no mercado catarinense passam a contar com uma ferramenta digital. Por meio dela, poderão comprovar obrigações ambientais e registrar informações sobre a compensação de resíduos.
Plataforma amplia controle e transparência
O SISREV permite o envio eletrônico de informações. Além disso, monitora metas de reciclagem e garante a rastreabilidade dos resíduos em toda a cadeia produtiva.
Ao mesmo tempo, a plataforma fornecerá dados estratégicos para o poder público. Com isso, o Estado poderá aperfeiçoar políticas voltadas à gestão de resíduos sólidos.
O sistema também ajudará a fortalecer a coleta seletiva. Da mesma forma, contribuirá para ampliar os índices de reciclagem nos municípios catarinenses.
O secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Guilherme Dallacosta, destacou os impactos da iniciativa.
“Santa Catarina dá mais um passo importante na gestão sustentável de resíduos com o início da operação do Sistema Estadual de Logística Reversa (Sisrev). A iniciativa permitirá que as entidades gestoras comprovem de forma organizada e transparente o cumprimento das metas de logística reversa de embalagens de suas representadas. Além de fortalecer a destinação adequada dos resíduos, o sistema cria oportunidades para associações e cooperativas de catadores, gerando renda, emprego e inclusão social por meio da valorização desse trabalho”, afirmou.
Sistema busca tornar SC referência em governança ambiental
Segundo o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior, a nova ferramenta reforça o uso da tecnologia na gestão pública.
“O lançamento do Sistema Estadual de Logística Reversa concretiza uma das diretrizes do governador Jorginho Mello de colocar a tecnologia a serviço da melhoria dos serviços públicos. Com uma ferramenta como esta, Santa Catarina avança na consolidação da logística reversa em um patamar inédito no estado, com o objetivo de se tornar referência nacional em governança ambiental”, disse.
Ainda segundo ele, o projeto foi construído de forma coletiva. Para isso, reuniu o IMA, a Semae, o setor produtivo, entidades gestoras e cooperativas de reciclagem.
“Agora, passamos a contar com um sistema que garante rastreabilidade dos resíduos sólidos em toda a cadeia, fortalecendo a gestão ambiental em Santa Catarina”, acrescentou.
Portaria regulamenta operação do sistema
Durante a solenidade, representantes das instituições participantes assinaram a Portaria Conjunta que regulamenta a operação do SISREV em Santa Catarina.
Além disso, o evento reuniu autoridades, representantes do setor produtivo, órgãos ambientais, entidades gestoras, cooperativas de reciclagem e municípios.
A transmissão ocorreu ao vivo pelos canais do IMA e da FIESC no YouTube.
Como funciona o SISREV
A Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) desenvolveu o SISREV. Posteriormente, a entidade cedeu a plataforma à Semae e ao IMA.
O sistema auxiliará o acompanhamento das obrigações previstas no Decreto Estadual nº 1.056/2025. Esse decreto estabelece as diretrizes para a operacionalização da logística reversa em Santa Catarina.
A logística reversa integra a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Por isso, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes devem assumir a responsabilidade pela destinação adequada das embalagens.
Com a regulamentação estadual, os responsáveis pelos sistemas de logística reversa deverão cadastrar suas operações na plataforma. Além disso, precisarão encaminhar relatórios anuais de desempenho.
Dessa forma, o Estado ganhará mais controle sobre as informações. Consequentemente, aumentará a transparência e a segurança na gestão dos resíduos sólidos.











