“10 toneladas a menos de aço” resultaram no rompimento de reservatório da Casan

Projetista falou que estrutura foi feita errada, com barras na metade do necessário

Reservatório rompido da Casan em Florianópolis
Agentes da Polícia Científica iniciam a perícia da parede colapsada do reservatório - Foto: Lucas Cervenka/CSC

Na investigação da Alesc sobre o rompimento do reservatório de água da Casan em Florianópolis foram reveladas sete divergências críticas entre o projeto e a execução da obra.

Um dos principais pontos, já apresentados pelo TCE, é que o projeto estrutural previa estribos de 10mm de diâmetro posicionados a cada 20cm na região intermediária do pilar. No entanto, a perícia verificou que os estribos encontrados no local eram de 5mm de diâmetro, metade do necessário.

Essas discrepâncias resultaram em uma estrutura com 10 toneladas a menos de aço, que comprometeram significativamente sua capacidade de carga e, com infiltrações nas paredes, fizeram o reservatório colapsar.

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O engenheiro Paulo Henrique Wagner, responsável pelo projeto, enfatizou que a diferença nas armaduras dos estribos, barras mal posicionadas e a falta de armadura adicional de ligação foram fatores determinantes no desastre.

O deputado estadual Mário Motta (PSD), relator da investigação parlamentar, presidiu a reunião nesta terça (7) e realizou diversos questionamentos sobre o projeto, elaborado em 2010, cuja obra foi realizada entre 2014 e 2022. Com base nas respostas apresentadas, o trabalho seguirá em buscas de mais esclarecimentos.

Na reunião da próxima semana, 14 de novembro, devem ser ouvidos engenheiros sanitarista, ambiental, e civil, da Casan, responsáveis pela coordenação e fiscalização da obra do reservatório R4, além de servidor da Caixa Econômica Federal, designado como fiscal do Contrato n. 0966/2022. Na terça-feira seguinte, 21 de novembro, devem comparecer representantes da Polícia Científica em Florianópolis e da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc). 

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