Florianópolis Lixo Zero ganhou destaque internacional nesta sexta-feira (27/03). A ONU-Habitat incluiu a capital catarinense na lista das 20 cidades Lixo Zero do mundo. Além disso, Florianópolis representa sozinha o Brasil e a América Latina. No continente americano, apenas San Francisco, nos Estados Unidos, aparece ao lado da cidade. O reconhecimento reforça o avanço na gestão de resíduos e na economia circular. A premiação ocorre na próxima segunda-feira (30/03), durante o Dia Internacional Lixo Zero.
Florianópolis Lixo Zero entra em lista global
Florianópolis agora integra um grupo seleto de cidades com políticas avançadas de sustentabilidade. Ao mesmo tempo, a Prefeitura reforça o compromisso de transformar a capital na primeira cidade Lixo Zero do Brasil até 2030.
Para isso, o município definiu metas claras. A cidade pretende reciclar 60% dos resíduos secos e tratar 90% dos resíduos orgânicos.
Além disso, o programa Lixo Zero impulsionou esse avanço a partir de 2018. Em seguida, a Lei nº 10.501/2019 passou a exigir o tratamento de resíduos orgânicos por reciclagem e compostagem. Dessa forma, o município estruturou uma política contínua e mensurável.
Histórico impulsiona Florianópolis Lixo Zero
Florianópolis iniciou esse caminho antes mesmo do tema ganhar força no Brasil. Em 1986, o Programa Beija-Flor levou a coleta seletiva para bairros e escolas.
Em 1990, o programa já atendia cerca de 25 mil pessoas. No ano seguinte, a cidade ampliou a coleta seletiva para todo o território. Ao mesmo tempo, a Prefeitura instalou Pontos de Entrega Voluntária em diferentes regiões.
Capital lidera reciclagem
Hoje, Florianópolis registra a maior taxa de reciclagem entre as capitais brasileiras. Esse resultado vem de ações integradas, como coleta porta a porta, compostagem comunitária e tratamento domiciliar.
Além disso, a cidade mantém 322 Pontos de Entrega Voluntária. Assim, a população encontra mais facilidade para participar.
Avanço na coleta de orgânicos
A Prefeitura ampliou a coleta de resíduos orgânicos a partir de 2020. Desde então, o serviço cresce de forma constante.
Atualmente, bairros como Centro, Trindade e Itacorubi já participam do sistema. As equipes encaminham todo o material ao Centro de Valorização de Resíduos. No local, técnicos transformam os resíduos em adubo e utilizam o composto em hortas comunitárias.
Números mostram avanço
Os dados confirmam a evolução. Em 2025, a cidade reaproveitou mais de 8 mil toneladas de resíduos verdes. Além disso, Florianópolis desviou 14% dos resíduos orgânicos dos aterros.
Ao mesmo tempo, a recuperação total alcançou 15,5%. Já a compostagem de resíduos alimentares saltou de 1.175 toneladas, em 2020, para 6.002 toneladas em 2025.
Reciclagem gera renda
A política ambiental também movimenta a economia local. Hoje, cerca de 200 famílias garantem renda com a triagem de recicláveis.
O vidro se destaca nesse cenário. A cidade estruturou um sistema específico para esse material. Com isso, equipes recolhem cerca de 436 toneladas por mês. Assim, o volume anual se aproxima de 5 mil toneladas.
Educação ambiental amplia resultados
Florianópolis investe de forma contínua em educação ambiental. O projeto Escola Lixo Zero já estruturou planos de gerenciamento de resíduos em 124 escolas.
Além disso, 32 unidades adotaram sistemas de compostagem. A Prefeitura também capacita professores e equipes escolares. Dessa forma, o conhecimento chega aos alunos e às famílias.
Projetos ampliam conscientização
Outras iniciativas fortalecem esse trabalho. O Museu do Lixo reúne mais de 40 mil itens reaproveitados. Já o projeto Minhoca na Cabeça entregou mais de 2.800 kits de compostagem doméstica.
Como resultado, a cidade deixa de enviar cerca de 1.100 toneladas de resíduos orgânicos por ano para aterros. Além disso, essa ação gera economia próxima de R$ 950 mil.
Reconhecimento fortalece Florianópolis Lixo Zero
Nos últimos anos, Florianópolis ampliou sua atuação internacional. A cidade aderiu à iniciativa LOW-M, ligada ao Compromisso Global do Metano.
Além disso, o município passou a remunerar serviços de compostagem e triagem. Essa decisão fortalece cooperativas e incentiva a participação da população.
O reconhecimento internacional confirma um trabalho construído ao longo de décadas. Ao mesmo tempo, coloca Florianópolis como referência global em sustentabilidade e economia circular.











