
O Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis subiu 0,35% em agosto, segundo levantamento do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O resultado, divulgado nesta sexta-feira (4), mostra uma aceleração em relação a julho, quando a inflação ficou em 0,10%. Além disso, o índice superou o registrado em agosto de 2025, de 0,11%.
Com o resultado, Florianópolis acumula inflação de 4,40% em 2026. Já nos últimos 12 meses, o avanço chega a 5,18%. A pesquisa acompanha os preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos na Capital. Em agosto, os pesquisadores coletaram os preços de 297 itens entre os dias 1º e 31. Desse total, 124 ficaram mais caros, 96 permaneceram estáveis e 77 apresentaram queda.
Alimentação e bebidas lideram alta dos preços
O grupo Alimentação e Bebidas foi um dos principais responsáveis pela inflação de agosto, com alta de 0,60%. Entre os produtos que mais ficaram caros, o tomate liderou, com aumento de 30,32%, seguido pela maçã, com 21,07%. Por outro lado, alguns alimentos ficaram mais baratos. O mamão caiu 16,07%, enquanto o morango recuou 14,12% e a batata inglesa, 12,06%. Além disso, os ovos de galinha vermelhos tiveram redução de 4,33%, e o achocolatado em pó ficou 5,37% mais barato.
Energia elétrica pressiona gastos com habitação
O grupo Habitação também pressionou o custo de vida das famílias e registrou alta de 0,95% em agosto. Nesse grupo, a energia elétrica residencial subiu 9,26%, reflexo do reajuste anual da tarifa. Além disso, os artigos de limpeza ficaram 4,74% mais caros.
Já o grupo Despesas Pessoais avançou 1,75%. Entre os principais aumentos estão o fumo, com alta de 11,97%, e os serviços de fotografia e filmagem, com 10,92%. A recreação, por sua vez, registrou aumento de 1,67%.
ICV acompanha custo de vida desde 1968
Calculado desde 1968 pela Udesc Esag, o Índice de Custo de Vida (ICV) acompanha mensalmente a evolução dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias de Florianópolis. Dessa forma, o indicador permite acompanhar as mudanças no custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.
O ICV de Florianópolis é calculado pela Udesc Esag com apoio da Fundação Esag.










