Estado e Fiesc ampliam estudos sobre transição energética em SC

    Acordo reúne governo, setor produtivo e inovação e amplia estudos sobre bioenergia, biogás e biometano

    Secretário Guilherme Dallacosta assina acordo com o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, sobre transição energética em Santa Catarina
    Foto: Anne Caroline Anderson/Semae/Divulgação

    A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae) e a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) firmaram um acordo para ampliar a integração entre governo, setor produtivo, inovação e tecnologia. O foco está em iniciativas ligadas à transição energética em Santa Catarina.

    Com a parceria, a Semae terá acesso a informações e conhecimentos produzidos pela Federação e pelo Sistema Indústria, incluindo o Senai. Além disso, os dados vão contribuir para a elaboração do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina (PTEJ-SC).

    Dados econômicos e sociais vão subsidiar plano

    O Observatório Econômico e o Observatório Social da Fiesc vão fornecer dados para os estudos. Com isso, a Semae poderá ampliar o acesso a informações sobre a realidade econômica e social de Santa Catarina.

    Publicidade

    As informações vão complementar o trabalho que a Semae desenvolve com a Fundação Getulio Vargas (FGV). As análises abrangem mercado de trabalho, atividade econômica e oportunidades. Além disso, avaliam possíveis impactos da transição energética nas diferentes regiões catarinenses.

    A Transição Energética Justa não considera apenas as mudanças na matriz energética. O conceito também leva em conta os efeitos econômicos e sociais desse processo. Por isso, os dados ajudam a identificar como as transformações podem afetar trabalhadores, atividades econômicas e diferentes regiões do Estado.

    “O objetivo é promover o apoio técnico e o compartilhamento de dados econômicos, sociais e demográficos para subsidiar a pesquisa aplicada e os estudos técnicos necessários à elaboração do Plano Estadual de Transição Energética Justa. A cooperação também prevê o intercâmbio de dados e informações de interesse comum, além do acompanhamento, monitoramento e divulgação dos resultados”, destaca o secretário do Meio Ambiente e da Economia Verde, Guilherme Dallacosta.

    Estudos incluem trabalhadores e cadeia do carvão

    A elaboração do PTEJ-SC também inclui entrevistas, sessões de escuta e encontros com setores que podem sentir os efeitos da transição energética. Entre eles estão trabalhadores e representantes da cadeia carbonífera do Sul de Santa Catarina. Semae e FGV já vêm ouvindo esses grupos durante a elaboração do plano.

    Agora, a cooperação com a Fiesc deverá ampliar esse diagnóstico. Os dados econômicos, sociais e demográficos vão ajudar na construção de cenários para o Estado. Além disso, poderão subsidiar estratégias para as diferentes regiões catarinenses.

    Bioenergia, biogás e biometano entram nos estudos

    A cooperação também inclui projetos desenvolvidos pelo Senai. Um deles é o Atlas de Bioenergia de Santa Catarina. O Senai vai desenvolver o atlas por meio de um projeto contemplado em edital da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

    O atlas vai reunir informações sobre o potencial de diferentes fontes de bioenergia no Estado. Dessa forma, a Semae poderá utilizar os dados em estudos e ações ligados à transição energética.

    Outra frente envolve o biogás e o biometano. Nesse caso, a proposta prevê a criação de um painel com informações estratégicas sobre a cadeia em Santa Catarina. Além disso, um estudo técnico e econômico vai mapear o setor. O levantamento também buscará identificar regiões com potencial para novos projetos.

    “Estamos ampliando a participação da Fiesc e do Senai em dois temas importantes para a transição energética: a bioenergia e a cadeia do biogás e do biometano. Esses estudos vão nos ajudar a conhecer melhor o potencial de Santa Catarina e a identificar oportunidades para o desenvolvimento de novos projetos”, explica a diretora de Clima, Energia e Transição Energética da Semae, Mariane Murakami.

    Publicidade