Do zumbido aos quadrinhos: abelhas nativas viram tema de aprendizagem em Florianópolis

Projeto desenvolvido em escola do Rio Tavares une pesquisa sobre abelhas sem ferrão, produção de quadrinhos e atividades de educação ambiental.

Estudantes de escola municipal de Florianópolis observam uma caixa de abelhas nativas sem ferrão durante atividade de educação ambiental no meliponário.
Estudantes participam de atividade prática sobre abelhas nativas sem ferrão no meliponário de escola municipal em Florianópolis. Foto: PMF/Divulgação

Estudantes da Escola Básica Municipal (EBM) João Gonçalves Pinheiro, no Rio Tavares, em Florianópolis, estão aprendendo sobre biodiversidade e preservação ambiental por meio do contato com abelhas nativas sem ferrão. A atividade faz parte do projeto “Meliponário da JGP – Abelhas nativas em quadrinhos”, que reúne pesquisa científica, observação da natureza e produção de histórias em quadrinhos.

O projeto começou em outubro de 2023, quando a escola instalou um meliponário no bosque da unidade. Desde então, o espaço passou a integrar as atividades pedagógicas, permitindo que os estudantes conheçam o comportamento das abelhas e compreendam sua importância para o equilíbrio ambiental.

A iniciativa integra os projetos de educação integral da Secretaria Municipal de Educação e conta com a participação do professor de Geografia Wladson Dalfovo, que trabalha na escola há 16 anos e atua como articulador de projetos.

Abelhas viram histórias em quadrinhos

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As atividades do meliponário seguem três etapas: conhecer as abelhas, compreender sua importância ecológica e desenvolver trabalhos educativos. Para isso, os estudantes participam de aulas, assistem a vídeos, fazem pesquisas e acompanham a rotina dos insetos.

Durante as observações, as turmas registram descobertas em cadernos e portfólios, estudam a anatomia das abelhas e analisam a estrutura dos ninhos. O trabalho também envolve outras disciplinas, como Matemática, por meio da identificação de formas geométricas.

Já nos 3º e 4º anos, o conhecimento adquirido ganha espaço nas histórias em quadrinhos. A partir das pesquisas, os alunos elaboram roteiros e criam narrativas ilustradas sobre as abelhas nativas sem ferrão.

Dessa forma, o projeto aproxima Ciências e Língua Portuguesa, além de estimular a leitura, a escrita e a criatividade. A proposta também incentiva os estudantes a transformar informações científicas em histórias próprias.

Horta e compostagem ampliam educação ambiental

Além do meliponário, a escola desenvolve atividades de sustentabilidade por meio de uma horta orgânica em sistema agroflorestal. O espaço utiliza composto produzido a partir dos resíduos orgânicos da própria unidade.

“Todos os resíduos orgânicos produzidos na escola ficam aqui e são transformados em composto orgânico. É a partir desse material que fazemos o plantio na horta escolar, envolvendo as turmas e a comunidade nas atividades”, explica o professor Wladson Dalfovo.

Na horta, os estudantes acompanham o crescimento das plantas e aprendem sobre a decomposição da matéria orgânica, incluindo a atuação de fungos e bactérias. Parte dos alimentos cultivados, principalmente os temperos, segue para a cozinha da escola.

“A horta escolar está dentro de um processo pedagógico. A gente planta com uma finalidade educativa, para que os adolescentes acompanhem o desenvolvimento das plantas e participem das atividades. Não é uma produção em grande escala, mas uma forma de proporcionar experiências de aprendizagem. Parte dos alimentos, principalmente os temperos, é utilizada pela cozinha da escola, enquanto outros vegetais são levados pelas famílias”, explica Wladson.

Atividades também acontecem fora da escola

O trabalho de educação ambiental vai além do espaço escolar. Os estudantes também participam de visitas a parques, instituições de educação ambiental e unidades de conservação.

“Também temos o projeto das saídas de estudos com os estudantes, que segue essa perspectiva da sustentabilidade. Visitamos instituições de educação ambiental, parques e unidades de conservação, ampliando as possibilidades de contato com diferentes ambientes naturais”, conta o professor Wladson.

As visitas complementam as atividades em sala de aula e permitem que os estudantes conheçam diferentes ambientes naturais. Além disso, ajudam a relacionar os conteúdos escolares com situações do cotidiano.

Com o meliponário, a produção de quadrinhos, a horta e a compostagem, a EBM João Gonçalves Pinheiro reúne diferentes práticas de educação ambiental. O objetivo é estimular a curiosidade, o pensamento científico e a participação dos estudantes na preservação da natureza.

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