BRDE chega a R$ 2,25 bilhões em contratações em 2018

    Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) tem maior diversificação de fontes de recursos da história

    fachada da sede do brde em florianópolis com o logo vista da rua
    As contratações feitas pela Agência Santa Catarina do BRDE representam 34,81% do total de investimentos - Foto: Reprodução Google

    O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) superou em 2018 os resultados do ano passado e atingiu a maior diversificação de fontes de recursos de sua história. As contratações nos três estados do Sul chegaram a R$ 2,25 bilhões até esta sexta-feira (28/12), valor superior ao registrado em 2017, quando as operações somaram R$ 2,18 bilhões.

    “Chegamos a esses resultados, atingindo a meta para 2018, mesmo com o cenário econômico ainda desfavorável, as limitações de investimentos nos municípios estabelecidas pela legislação eleitoral, a redução nos repasses do BNDES e as alterações nas taxas de juros, com a substituição da TJLP pela TLP”, comemora o presidente do BRDE, Orlando Pessuti.

    Além da receita operacional, contribuíram para os bons resultados de 2018 a redução de custos, proveniente do programa de demissão voluntária, e a manutenção de níveis aceitáveis de inadimplência, medidas que promoveram o crescimento sustentável do Patrimônio Líquido do banco em 6,8%, o que permitirá a alavancagem de mais financiamentos nos próximos anos.

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    As contratações feitas pela Agência Santa Catarina do BRDE representam 34,81% do total de R$ 2,25 bilhões em financiamentos até o momento, o equivalente a R$ 805,8 milhões investidos em empreendimentos no Estado.

    Segundo análise do banco, a aplicação dos recursos refletiu o perfil econômico diversificado do Estado catarinense. Os segmentos de agronegócio, inovação, e investimentos em energias renováveis e projetos de infraestrutura para municípios foram os mais representativos.

    Desafio

    O grande desafio do BRDE em 2018 foi buscar novas fontes de recursos, diante da redução de repasses do BNDES, historicamente o maior parceiro do banco. Para diminuir a dependência do BNDES e principalmente captar mais recursos, o BRDE elaborou uma política de diversificação de fundings, buscando parceiros dentro e fora do país.

    Foi assim que o BRDE tornou-se agente financeiro do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e operacionalizado via BNDES. Além disso, o BRDE fechou as duas primeiras parcerias com instituições financeiras internacionais em 57 anos de existência: com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e com o Banco Europeu de Investimentos (BEI).

    Os recursos captados no BEI serão investidos em projetos voltados a energias renováveis, eficiência energética e mobilidade. As parcerias internacionais foram possíveis devido ao compromisso do BRDE com o desenvolvimento sustentável. Hoje, o banco tem 83% de suas operações alinhadas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU.

    Desenvolve Sul

    Outro impacto positivo na política de diversificação de fundings foi o aumento no orçamento do programa BRDE Desenvolve Sul, que opera com recursos próprios para todos os portes de empreendimentos e setores da economia. As operações do programa chegaram a R$ 96, 8 milhões até o momento.

    A diversificação na captação dos financiamentos adotada pelo BRDE proporcionou uma redução significativa na dependência de repasses do BNDES. Em 2018, essas novas fontes de recursos passaram a representar 26,7% do total das contratações do BRDE em sua região de atuação ante 6,6% no ano anterior.

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