Campanha também pretende "dar voz" a pacientes laringectomizados - Foto: Divulgação/CSC

A cada ano o Brasil registra 41 mil novos casos de tumores de cabeça e pescoço (dados do Instituto Nacional de Câncer), que atingem boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide e seios paranasais. Muitos precisam enfrentar uma perda significativa da qualidade de vida durante e após o tratamento, sequelas psicológicas e funcionais. E, na maioria dos casos, o comprometimento da fala. O Julho Verde vem para dar voz a esses pacientes.

A campanha, que chega à sua terceira edição, é realizada pela Associação de Câncer de Boca e Garganta – ACBG Brasil para a conscientização sobre a doença. O tema deste ano é: “O câncer tá na cara, mas às vezes você não vê”. A abertura campanha ocorre nesta quarta (3/7), às 14h, no Cepon, em Florianópolis. A programação segue ao longo de todo o mês, com ações em vários locais do Brasil: Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Brasília, Roraima.

A campanha #JulhoVerde tem o objetivo de levar informação sobre a doença para estimular a prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação adequados, chamando atenção aos fatores de risco que estão presentes no dia a dia de todos, como tabagismo em todas as suas modalidades, consumo de bebidas alcoólicas independente da periodicidade e volume ingerido e as infecções por HPV por meio das relações sexuais rotativas e sem preservativos, mesmo no sexo oral.

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“Fundada há 4 anos, a ACBG Brasil vem trabalhando ativamente pautas que visam dar acesso à reabilitação dos pacientes que foram laringectomizados em virtude do câncer de laringe e perderam a voz”, avisa a presidente da entidade, Melissa Ribeiro.

Dados sobre tumores de cabeça e pescoço

Câncer de cavidade oral: estimativa de 15 mil novos casos por ano no Brasil; 80% em homens; 5º tumor de maior incidência no país no ranking geral.

Câncer de laringe: estimativa de 8 mil novo casos por ano no Brasil; 97% dos diagnósticos são provenientes do tabagismo; Consumo de álcool associado ao tabagismo aumenta o risco em 140 vezes para câncer nessa região.

Em pacientes jovens, a infecção pelo HPV (papilomavírus humano) tem ampliado o número de novos casos de orofaringe devido à prática do sexo oral sem preservativos. A utilização do narguilé (cachimbo de água utilizado para fumar tabaco aromatizado) e o consumo excessivo do álcool também têm correlação com o aumento do número de casos em jovens de 18 a 30 anos.

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