teceiro incêndio em três semanas parque estadual da serra do tabuleiro
É o terceiro incêndio dentro de três semanas na mesma região em Palhoça da unidade de conservação - Divulgação/CSC

Criminosos iniciaram mais um incêndio no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro na noite dessa sexta-feira (4/10), cerca de 32 horas depois de uma grande mobilização de forças para apagar o último, extinto às 11h de quinta (3). O fogo, como das outras vezes recentes, que destruíram 1.057 hectares do parque, foi provocado de maneira criminosa.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBM-SC) foi acionado novamente para combate a foco de incêndio na mesma área das últimas duas ocorrências, na Baixada do Maciambú, em Palhoça. A região é alvo de grande especulação imobiliária e é em parte contestada pelo próprio município, mas a prefeitura sempre auxilia no combate às queimadas.

Desde às 19h, cerca de 20 bombeiros militares e comunitários do 10º Batalhão de Bombeiros Militar – com sede em São José e responsável pela região – estiveram no local, equipados com drone, duas viaturas tanque de auto-bomba e uma carreta tanque – as três utilizadas para armazenamento de água e ferramentas utilizadas no controle das chamas, além de duas viaturas tracionadas.

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Com a rápida resposta e mobilização de bombeiros, policias ambientais e voluntários, o fogo foi extinto por volta das 23h.

“Tem que queimar mesmo”

Nem bem é extinto um incêndio criminoso, outro já “surge”. Tem sido assim na região da Capital nos últimos dois meses. Com a condição atmosférica de estiagem, que dura quatro meses, as queimadas ganham corpo facilmente. Foi assim no Parque Estadual do Rio Vermelho, as duas vezes no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e também na região do Pântano do Sul, no sul da ilha de Florianópolis.

Como não há condições para incêndios naturais, todos os incêndios em vegetação têm origem humana. Algumas são até acidentes, não intencionais, outras, como este terceiro em menos de 20 dias que atinge a maior unidade de conservação do estado, têm dolo.

Enquanto tentavam conter as chamas do último incêndio no Parque da Serra do Tabuleiro, as equipes ainda ouviam alguns moradores do entorno “apoiar” a queimada. “Tem mesmo que queimar tudo isso aí”, “esse mato só tem cobra”, “não serve pra nada” e muitos outros impropérios a respeito da destruição da natureza, enquanto bombeiros militares e comunitários, policiais ambientais, servidores do IMA e funcionários do parque se entregavam para tentar minimizar os estragos, inclusive para evitar que casas que estão dentro da área do parque fossem atingidas.

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