foto do chão gradeado da ponte, da torre e de das barras de olhas que sustentam a estrutura dos lados
Uso cultural, artístico e desportivo poderá ser permanente na Ponte Hercílio Luz - Lucas Cervenka/CSC

A Ponte Hercílio Luz será reaberta em 30 de dezembro para pedestres e ciclistas. Para a inauguração, que deverá ter atrações interativas até 5 de janeiro, o governo do estado prepara uma programação que inclui festival gastronômico, corrida de rua, exposição de carros antigos e atividades de aventura.

Nesta terça-feira (19/11), em entrevista coletiva na estrutura, o governador, Carlos Moisés, deu detalhes do que diz ser um conceito novo de uso da ponte, de forma a aproximá-la do cotidiano das pessoas, antes do uso para os veículos. O governador lançou o programa Viva a Ponte, que é um chamamento público de atrações artísticas, folclóricas e gastronômicas, para empresas interessadas em explorar serviços nestes dias de reabertura (de 30/11 a 5/1).

Os editais, no site sc.gov.br/vivaaponte, são para selecionar apresentações artísticas e culturais, food karts, food bikes ou estandes em 20 pontos ao redor da ponte, encontro de carros antigos e empresa de esporte de aventura que irá operacionalizar atrações no local. A proposta deverá prever ações de rapel, escalada, bungee jump, pêndulo humano, slackline, entre outras atividades. A programação prevê ainda corrida de 5 quilômetros no dia 5 de janeiro de 2020.

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O governador falou sobre a utilização gradativa da ponte: primeiro pelas pessoas, ciclistas, esporte de aventura, fazendo com que se crie um conceito cultural, para depois, até o dia 23 de março de 2020, haver a abertura definitiva ao trânsito de veículos.

“A ideia de perenizar ou não essas atividades vai depender de um processo licitatório, para que seja permanente uma atividade desportiva na ponte. Antes de concluir toda a reforma e abrir para o trânsito poderá ter no entorno um espaço cultural e turístico para uso da ponte Hercílio luz, que envolva museu, com a história da ponte, evitando a ocupação indevida, nesse espaço que ficou por um tempo sem o cuidado devido do poder público”, disse Moisés.

Ainda de acordo com o governador a ideia de se utilizar a Ponte Hercílio Luz além do trânsito poderá render financeiramente para o cofre estadual – com a concessão dos espaços à iniciativa privada – de forma que o que for arrecadado seja destinado à manutenção da estrutura.

Como está a reforma

Os serviços na estrutura superior da Ponte Hercílio Luz estão sendo finalizados para a reabertura no dia 30 de dezembro. Estão em andamento a retirada das gruas centrais, a instalação do piso gradil no vão central, a colocação das passarelas de pedestres e ciclistas e das defensas metálicas. A previsão é que estes serviços sejam finalizados na primeira quinzena de dezembro. Paralelamente, está sendo feita a pintura de toda a estrutura superior, trabalho que será realizado até a véspera da abertura da Ponte.

Também na primeira quinzena de dezembro serão retirados mais dois módulos da treliça inferior para possibilitar que o teste de carga seja feito. A previsão é que o teste seja realizado entre os dias 16 e 20 de dezembro, à noite. Para isso, serão enfileirados sobre a Ponte 48 caminhões de 20 toneladas cada, um total de 920 toneladas. O peso corresponde a 80% da capacidade total da estrutura, fora a margem de segurança.

A retirada da base de apoio inferior será iniciada em dezembro, e a retirada dos dois últimos módulos da treliça inferior será iniciada em janeiro, assim como o acabamento da pintura da estrutura inferior. A previsão é que os serviços sejam concluídos até março de 2020.

moisés sorri e usa chapéu de segurança em obras ao lado de outro homem e o secretário borba ao fundo, todo de capacete
Carlos Moisés diz que arrecadação com concessão dos espaços ao redor da ponte para iniciativa privada poderá se destinar à manutenção da estrutura – Lucas Cervenka/CSC

Correio – Quais os prazos para concluir a iluminação?
Carlos Moisés – A iluminação depende de licitação. Esse é um equipamento diferentemente pertence ao estado, que é o responsável pela iluminação pública. Não havia previsão contratual no projeto. A gente deve fazer a iluminação funcional com a mesma empresa que está atuando  por conta de garantias, e a iluminação cênica, que é uma iluminação que vai trazer um conceito de mudanças de cores, que vai apresentar a ponte pro Brasil, pro mundo, pros catarinenses, essa deve ser provavelmente objeto de licitação. Até porque não há espaço para aditivação desse contrato da ponte.

Correio – Passando a régua, quanto custou a reforma da ponte? Quanto ainda falta pagar?
Moisés – Cerca de R$ 474 milhões, referente ao contrato desde 2014. Falta pagar cerca de R$ 39 milhões.

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