A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma operação contra lavagem de dinheiro relacionada a pessoas ligadas a uma organização criminosa que atuava no Morro do Caju, em Florianópolis. A ação ocorreu por meio da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Capital (DECRIM), com apoio do 21º Batalhão da Polícia Militar (21º BPM).
Durante a operação, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados. Dessa forma, as autoridades buscam identificar suspeitos envolvidos na movimentação de valores, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
Investigação mira núcleo financeiro e patrimonial
Segundo a Polícia Civil, os alvos integravam um núcleo financeiro e patrimonial ligado a um homem apontado pelas forças de segurança como liderança criminosa da região. Assim, a investigação procura rastrear recursos de origem ilícita e identificar outros envolvidos.
Além disso, os investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda formal apresentada pelos suspeitos. De acordo com a apuração, valores expressivos circularam em um curto período.
Grupo exercia influência sobre a comunidade
Conforme as investigações, o líder criminoso exercia forte influência no Morro do Caju enquanto estava vivo. Nesse contexto, a polícia aponta que ele mantinha domínio territorial e promovia a intimidação de moradores.
Além disso, o grupo monitorava a movimentação policial. Para isso, utilizava estruturas de vigilância e drones. Ainda segundo a investigação, também ocorria a ocupação irregular de imóveis na comunidade.
O homem apontado como chefe da organização possuía uma extensa ficha criminal. Entre os registros, estavam ocorrências por tráfico de drogas, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e homicídios.
Posteriormente, em janeiro de 2026, ele morreu durante um confronto com equipes da Polícia Militar. A ocorrência aconteceu durante uma operação realizada no Morro do Caju.
Apesar da morte do suspeito, as investigações não foram encerradas. Pelo contrário, a Polícia Civil informou que os trabalhos continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa, além de aprofundar a apuração financeira e assim promover a responsabilização criminal dos demais envolvidos.











