Prefeitura notifica Casan a parar captação de água na Lagoa do Peri dentro de 6 meses

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Como reflexo da estiagem prolongada, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), notificou a Casan e a Aresc para que no prazo de 6 meses a companhia de abastecimento suspenda a captação de água na Lagoa do Peri.

A proibição é por tempo indeterminado e visa principalmente a recomposição do principal manancial do sul da ilha, conforme explica a prefeitura.

praia de areia na margem da lagoa com vegetação ao centro, ao lado e montanhas ao fundo na outra margem
Captação de água na Lagoa do Peri terá de ser reduzida; plano da companhia é maior retirada em poços e transposição – Casan/Divulgação/CSC

A prefeitura avalia que faz três meses que o nível médio de profundidade está estabilizado em 1,55m. Porém, sem as chuvas, a Lagoa do Peri não está conseguindo recuperar o nível normal, que deveria ser de 2,50m. Desde novembro de 2019 não passa de 2m.

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Atualmente a Casan tem captação 120 litros de água por segundo do local e pretende reduzir ainda mais a retirada de água, com os planos de maior extração de poços em Rio Vermelho e Campeche e maior transposição do Sistema Integrado de Florianópolis, que capta água em Santo Amaro da Imperatriz e Palhoça.

Segundo a prefeitura, a Casan terá que entregar um plano de migração da captação em 30 dias. As providências devem objetivar também a manutenção do abastecimento de água da região leste e sul da ilha, com população estimada em 141 mil, sem a necessidade de racionamento.

TCE exige avaliação

O Tribunal de Contas do Estado também tomou posição, na semana passada, e exigiu da Casan que faça uma auditoria operacional para averiguar o risco de da Lagoa do Peri entrar em colapso no abastecimento de água e os danos ambientais que podem levar a consequências irreparáveis ao ecossistema e à população local. O pedido da auditoria foi feito pelo Ministério Público de Contas (MPC).

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