Vigilância Sanitária de Florianópolis vai investigar evento da PRF com Bolsonaro que gerou aglomeração

autoridades enfileiradas no palco sem máscara
Entre 1 mil e 2 mil pessoas se aglomeraram em evento da PRF na sexta-feira (6/11) em Florianópolis, com presença do presidente Jair Bolsonaro - Marcos Corrêa/PR/Divulgação/CSC

Na sexta-feira (6/11) a formatura de 650 novos agentes da Polícia Rodoviária Federal em Florianópolis, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, será alvo de uma investigação epidemiológica por parte do município, para ver se os protocolos foram seguidos.

O evento, na SC 401, contou com a participação oficial de ao menos 1 mil pessoas, fora centenas de outras que se aglomeraram para ver ou chegar perto de Bolsonaro. A estimativa é que mais de 2 mil pessoas se aglomeraram no local. Diversas imagens mostram que muitas não usavam máscara, incluindo as autoridades, que circularam sem o equipamento de proteção e cumprimentavam livremente as pessoas.

De acordo com a Vigilância Sanitária de Florianópolis, foi aberto um processo administrativo para verificar se os protocolos foram seguidos conforme autorizado.

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Não há autorização para realização de eventos sociais desse porte no estado, ainda mais numa região de classificação gravíssima para contágio. A proibição é para qualquer órgão ou autoridade, seja municipal, estadual ou federal. Além de Bolsonaro, o evento contou com a presença da governadora interina, Daniela Reinehr, e outros políticos.

A capital catarinense está em alerta máximo para a Covid-19 (e mesmo assim sem as restrições de início de pandemia), com 85% das UTI lotadas (52 leitos por pacientes com coronavírus), 1.097 casos ativos e 178 óbitos. Com o evento irregular promovido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), e potencializado pela presença do presidente da república, a situação pode piorar.

Contraponto

A PRF diz que ainda não recebeu nenhuma informação a respeito da investigação epidemiológica por parte do município. “A instituição se manifestará depois de ter conhecimento, de forma oficial, da situação”.

A prefeitura, que é a autoridade sanitária máxima no município, confirmou se vai multar ou não a PRF ou agentes políticos que participaram da aglomeração.

Por Lucas Cervenka – reportagem@correiosc.com.br

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