Defesa Civil de Santa Catarina amplia atendimento a animais em situações de desastre

    Centro Integrado de Operações da Defesa Civil de Santa Catarina durante reunião do GRAC para coordenar ações de resposta a desastres e atendimento a animais.
    Grupo especializado em resposta a animais em desastres passa a participar das reuniões do GRAC para fortalecer a integração entre instituições e apoiar municípios em emergências. Foto: Thiago Kaue/Secom/Divulgação

    A proteção e o atendimento a animais em situações de desastre começam a ganhar mais espaço nas estratégias da Defesa Civil de Santa Catarina. Agora, a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil conta com a participação do Grupo de Resposta a Animais em Desastres nas reuniões do Grupo de Ações Coordenadas.

    Com essa iniciativa, o estado amplia a integração entre instituições responsáveis pela gestão de crises. Além disso, a medida fortalece o planejamento para atender animais domésticos e silvestres durante enchentes, deslizamentos e outros eventos extremos.

    Inicialmente, o grupo participa como ouvinte. Ainda assim, a presença já permite troca de informações e alinhamento entre as equipes que atuam em emergências.

    Simulado testa resgate de animais em desastres

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    A primeira participação ocorreu durante o 2º Simulado Geral de Gestão de Desastres. O treinamento faz parte das ações estaduais de preparação para eventos extremos, como mostrado em reportagem sobre o simulado de desastres realizado em Santa Catarina.

    Durante o exercício, as equipes simularam diferentes cenários de emergência. Entre eles estavam deslizamentos de terra, enchentes e outras ocorrências críticas. Ao mesmo tempo, o treinamento também incluiu situações que exigiam o resgate de animais.

    Com esse tipo de atividade, os órgãos conseguem testar protocolos e identificar possíveis melhorias. Dessa forma, o sistema de resposta fica mais preparado para eventos reais.

    Grupo pode apoiar municípios no resgate de animais em desastres

    Na prática, o grupo pode atuar de forma técnica e coordenada em desastres. Assim, o GRAD poderá apoiar municípios que precisem de suporte especializado.

    Entre as ações previstas estão o resgate de animais em áreas afetadas, a realocação para locais seguros e a aplicação de protocolos sanitários após as ocorrências.

    Além disso, as equipes atuariam de forma integrada com a Defesa Civil e com as demais instituições envolvidas na operação. Como resultado, o atendimento tende a se tornar mais rápido e eficiente.

    Resgate de animais em desastres e áreas afetadas

    Uma das principais funções do grupo é realizar o resgate de animais que ficam presos em áreas atingidas por enchentes ou deslizamentos. Dessa maneira, os profissionais conseguem retirar os animais de locais perigosos e levá-los para áreas seguras.

    Realocação e abrigo temporário

    Além do resgate, o grupo também pode atuar na realocação dos animais. Nesse caso, os profissionais organizam espaços temporários para garantir alimentação, abrigo e segurança até que os tutores possam recuperar os animais.

    Protocolos sanitários para animais em desastres

    Outro ponto importante envolve a aplicação de protocolos sanitários. Após eventos extremos, os animais podem sofrer ferimentos ou ficar expostos a doenças. Por isso, o atendimento veterinário e o controle sanitário são fundamentais.

    Animais fazem parte da realidade das famílias 

    De acordo com o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Mário Hildebrandt, a iniciativa acompanha uma mudança na sociedade.

    Atualmente, muitos lares possuem animais de estimação que fazem parte da família. Por isso, estruturar protocolos específicos também ajuda os municípios que ainda não possuem esse tipo de planejamento.

    “Hoje, muitos lares têm animais que fazem parte da família. Estruturar essa pauta dentro do nosso sistema de resposta é uma forma de apoiar os municípios que ainda não possuem protocolos específicos para esse tipo de atendimento em situações de emergência”, afirmou.

    Animais podem influenciar decisões em áreas de risco

    Além do cuidado com os animais, a iniciativa também contribui para a segurança das pessoas.

    Isso acontece porque, em muitos casos, moradores deixam de sair de áreas de risco por causa dos animais que permanecem nas residências. Como consequência, essas famílias acabam ficando expostas a situações perigosas.

    Segundo o médico veterinário Diego Barrey, integrante do GRAD que participou do simulado, a integração entre os órgãos pode ajudar a resolver esse problema.

    “Muitas famílias deixam de sair de áreas de risco por causa dos animais que permanecem nas residências. Nosso papel é garantir que eles também sejam atendidos. Ninguém fica para trás”, destacou.

    Grupo reúne mais de 100 voluntários no Brasil 

    Atualmente, o GRAD reúne mais de 100 voluntários de diferentes estados brasileiros. Entre eles estão médicos veterinários, zootecnistas, biólogos, engenheiros e outros profissionais capacitados para atuar em cenários de risco.

    Profissionais especializados em resposta a desastres 

    Os integrantes recebem capacitação específica para atuar em emergências envolvendo animais. Dessa forma, conseguem trabalhar em resgates, atendimento veterinário e logística de abrigo temporário.

    Atuação do grupo em Santa Catarina

    Em Santa Catarina, o grupo já participou de operações após enchentes e deslizamentos no Vale do Itajaí.

    Além disso, voluntários também atuaram em cidades como Presidente Getúlio, Biguaçu, Taió e Governador Celso Ramos.

    Enquanto isso, parte da equipe está mobilizada em Juiz de Fora, em Minas Gerais, para apoiar ocorrências registradas recentemente na região.

    Como funciona o Grupo de Ações Coordenadas 

    O Grupo de Ações Coordenadas faz parte do Sistema de Defesa Civil. Atualmente, ele reúne mais de 40 representantes de instituições públicas e privadas nas esferas municipal, estadual e federal.

    Entre os participantes estão órgãos de segurança pública, equipes de emergência médica, áreas de meio ambiente e assistência social. Além disso, entidades comunitárias e representantes da iniciativa privada também participam do grupo.

    O principal objetivo é garantir decisões integradas durante a fase de resposta a eventos extremos. Ao mesmo tempo, o grupo também promove planejamento e alinhamento em períodos de normalidade.

    As reuniões presenciais ocorrem pelo menos duas vezes por ano. No entanto, encontros virtuais também acontecem sempre que há necessidade, especialmente em cenários de alerta meteorológico.

    No atendimento aos animais, o grupo já conta com a atuação da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), responsável pelo manejo de animais de criação e controle sanitário.

    Além disso, a Polícia Militar Ambiental e o Corpo de Bombeiros atuam no resgate de fauna silvestre em áreas afetadas.

    Com a integração das equipes, a expectativa é fortalecer a resposta a desastres e ampliar o atendimento a animais em situações de emergência no estado.

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