Número de vinícolas cresce 29% em Santa Catarina desde 2020

    Crescimento mostra alta do empreendedorismo no campo e turismo rural. Número de vinícolas passou de 263 para 339 em seis anos

    Garrafas de vinho armazenadas em adega representam o crescimento das vinícolas e da produção vitivinícola em Santa Catarina.
    Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC/Diagramação

    O setor vitivinícola de Santa Catarina segue em expansão. Nos últimos seis anos, o número de vinícolas no estado cresceu 29%. O total passou de 263 fabricantes em 2020 para 339 empresas até abril de 2026. Os dados são da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc).

    Ao todo, foram abertas 76 novas vinícolas no período. Além da produção de alimentos e bebidas, o avanço do setor fortalece o turismo rural e movimenta a economia em diversas regiões catarinenses.

    Número de vinícolas cresce 29% em Santa Catarina

    A maior parte das 339 fabricantes de vinho no estado é formada por Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). Dessa forma, o levantamento reforça a tradição dos pequenos empreendimentos rurais e da produção familiar.

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    A apuração da Jucesc considera apenas empresas fabricantes de vinhos e espumantes. Portanto, o levantamento não inclui produtores de suco de uva ou vinagre.

    Para o governador Jorginho Mello, o crescimento reflete o espírito empreendedor catarinense.

    “É a prova viva do espírito empreendedor do nosso povo e da força do campo catarinense. Nossos agricultores transformam terra e uva em oportunidades, gerando emprego, renda e orgulho para o estado. É a cara do nosso agro: inovador, sustentável e vitorioso”, destaca.
    Além disso, muitas vinícolas unem produção e turismo rural. Em várias propriedades, os visitantes encontram degustações, passeios pelos vinhedos e experiências ligadas à cultura do vinho.

    O secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Edgard Usuy, destacou a importância do setor para o desenvolvimento do interior.

    “A pujança da produção de vinho em Santa Catarina está fortemente relacionada ao turismo rural, ao lazer e ao fortalecimento das tradições familiares. O Governo do Estado, sob liderança do governador Jorginho Mello, tem trabalhado justamente nesse sentido, de facilitar o desenvolvimento no interior.”

    Maior parte das 339 fabricantes de vinho em Santa Catarina são Micro Empresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP)

    Pinheiro Preto e São Joaquim lideram setor

    O maior número de vinícolas está concentrado em Pinheiro Preto, no Meio-Oeste catarinense. Conhecida como Capital Catarinense do Vinho, a cidade tem cerca de 3,5 mil habitantes e reúne 33 empresas fabricantes de vinho. Além disso, o município responde por aproximadamente 70% da produção estadual da bebida.

    Na sequência aparece São Joaquim, na Serra Catarinense, com 32 vinícolas. Depois surgem Urussanga, com 13 empresas, Videira, com 11, Tubarão, com 10, e Nova Trento, com nove empreendimentos.

    A Serra Catarinense também se destaca pelo enoturismo. A Vindima de Altitude, por exemplo, reúne 27 vinícolas da região para celebrar a colheita da uva e impulsionar o turismo ligado ao vinho.

    Municípios como São Joaquim, Urubici, Bom Retiro e Lages concentram vinícolas abertas à visitação. Os espaços oferecem degustações guiadas e passeios pelos vinhedos.

    Turismo e inovação impulsionam produção de vinho

    No Sul catarinense, a tradição italiana segue forte na produção de vinho. A região possui a Denominação de Origem (DO) da Vindima Goethe, única do Brasil para essa variedade de uva.

    O território envolve cidades como Urussanga, Nova Veneza, Pedras Grandes e Cocal do Sul. Além disso, a uva Goethe se tornou símbolo regional e ajuda a preservar a herança cultural dos imigrantes italianos.

    Enquanto isso, em Nova Trento, produtores apostam em inovação para ampliar a produção. Nos últimos anos, a cidade iniciou o cultivo de uva protegida, com parreiras cobertas por lonas plásticas semelhantes a estufas.

    A técnica reduz os danos causados pelo clima e mantém a umidade controlada. Assim, os produtores conseguem aumentar a produtividade mesmo em regiões menos favoráveis ao cultivo de uvas.

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