Fim do pagamento em dinheiro nos ônibus de Florianópolis deixa trajetos mais rápidos

Modalidade foi extinta em 05 de janeiro e hoje, pouco mais de quatro meses depois, transição foi consolidada

ônibus circulando em Florianópolis mostrando o ganho de tempo após o fim do pagamento em dinheiro
Foto: PMF/Divulgação

o fim do pagamento em dinheiro embarcado no transporte público de Florianópolis contribuiu para a redução do tempo de deslocamento nas linhas da Capital. O sistema conta hoje com 161 linhas convencionais em operação.

De acordo com dados da Consórcio Fênix, com base em geolocalização, o pagamento em dinheiro podia gerar até 20 minutos de atraso em determinadas rotas. Nesse cenário, o impacto variava conforme o volume de passageiros que utilizavam essa forma de pagamento.

Linha 266 foi referência principal da análise

O levantamento comparou os meses de abril de 2025, quando o dinheiro ainda era aceito, com abril de 2026, após o fim dessa modalidade. Nesse contexto, a linha 266 Praia Brava foi escolhida por concentrar o maior uso de dinheiro no sistema.

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Nos registros, a perda operacional chegou a 640 minutos no mês. Em média, cada viagem levava cerca de 1 minuto e 21 segundos a mais por conta do tempo de embarque.

“Desde o início da extinção do dinheiro embarcado sabíamos que o usuário ia ganhar mais agilidade no transporte. O uso do cartão ou de outros métodos de pagamentos mais práticos, como o pix direto na catraca, recentemente disponibilizado, tornaram a operação mais eficiente no dia a dia”, afirmou o secretário da Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade, Rafael Hahne.

Embarques com dinheiro ampliavam tempo de viagem 

O estudo também considerou viagens com maior concentração de pagamentos em dinheiro. Em situações com até 23 passageiros pagando em espécie, o atraso chegou a 8 minutos.

Dessa forma, os dados indicam relação direta entre o uso de dinheiro e o aumento do tempo de embarque. Como consequência, havia maior espera para conclusão dos trajetos.

Outras linhas registraram atrasos superiores a 20 minutos

Em outras rotas de alta demanda, como a N-276 Balneário Canasvieiras e a 360 Barra da Lagoa, os atrasos ultrapassaram 20 minutos em 2025. Esses impactos foram mais intensos em períodos de verão, quando o fluxo de passageiros aumenta.

“A modernização dos sistemas de pagamento não é apenas uma questão de praticidade do ponto de vista financeiro, mas de bem-estar social. Reduzir 20 minutos de atraso significa 20 minutos a mais para cada passageiro no seu dia. Além disso, o investimento em novas tecnologias de acesso aumenta a atratividade do transporte público perante os modais individuais, garante que o usuário tenha acesso aos benefícios do cartão, entre outras facilidades”, complementou Hahne.

Uso de cartão chega a 97% dos passageiros

Atualmente, 97% dos usuários do sistema já utilizam cartão para acesso ao transporte público da Capital. Esse índice cresceu após o fim do pagamento em dinheiro embarcado.

Segundo o secretário, a migração ocorreu de forma positiva. Além disso, ele destaca a integração tarifária como um dos principais avanços.

“Destaco o cartão sempre como a melhor opção, uma vez que garante a integração de até 3 horas pagando uma só passagem e um preço mais acessível. Outra modalidade prática que disponibilizamos recentemente foi a catraca pix, inicialmente nos terminais e agora embarcada nos veículos em operação no município”, afirmou.

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