mulher aperta um botão da urna eletrônica

O país está tomado por sentimentos de raiva e de vingança, dividido entre radicalismos de um lado e de outro, com muitos esquecendo que, além das opções extremistas, há mais onze candidatos a presidente concorrendo. A continuar assim, corremos o risco de jogar o bebê fora junto com a água do banho.

Agir por vingança, seja contra um inimigo específico ou contra algo como “a corrupção generalizada” ou “exagerada liberalização de costumes”, é algo extremamente perigoso. Já disseram muitos que agir de cabeça quente é caminho certo para tomar más decisões. Portanto, esfrie a cabeça. Dê um tempo para si. E durma, porque a insônia é uma péssima conselheira. Depois, pense com calma e tente colocar a razão à frente da emoção.

Também não há pressa. O primeiro turno das eleições serve para votarmos nas ideias que, realmente, nos parecem melhores. Depois, lá no segundo turno, é que faremos a escolha entre as duas propostas que tiverem sido mais apontadas nas urnas.

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Só há uma certeza que todos devemos ter: mesmo a pior das democracias é superior à melhor das ditaduras. Isso é fato, não é teoria. O período entre 1964 e 1985 foi, no Brasil, o momento em que tivemos os maiores casos de corrupção. Coisas que deixariam o Petrolão no chinelo. Só que os ditadores da época não permitiam que a gente ficasse sabendo. Calavam a imprensa e quem mais tentasse denunciá-los. Recentemente, por exemplo, surgiram provas de que o governo do general Figueiredo tratou de eliminar (matar) um diplomata brasileiro que pretendia denunciar o enorme desvio de verbas durante a construção da usina de Itaipu. E isso é só um pequeno exemplo. Houve muitos mais. Portanto, qualquer que seja a escolha, que não seja o autoritarismo. Defendamos, sempre, a democracia.

Pesquisas

Há uma enorme diferença entre as pesquisas eleitorais apresentadas nesta semana pelos institutos ligados à Rede Globo (Ibope e Datafolha) e ao grupo Record (Real Time Big Data). Enquanto os primeiros registram uma diferença em torno de onze pontos entre o primeiro e o segundo colocados, a pesquisa da Record mostra empate técnico na margem de erro, com apenas cinco pontos percentuais (29% a 24%). Quer dizer duas coisas: primeiro, aquela característica que nunca deve ser esquecida – são retratos de momento e sujeitas a influências diversas e até a erros de metodologia, e jamais devem ser tomadas como certeza, apenas como indicativo. Segundo, que em um cenário polarizado e no qual há interesses mais ou menos escusos, tanto dentro da mídia, quanto no meio político e até no Judiciário, nada mais fácil que alguém interpretar os dados segundo esses interesses, na tentativa de influenciar o voto dos indecisos. Não caia nessa. Seja esperto e vá pela sua cabeça.

Transporte marítimo

Pode ser que, dessa vez, a ligação marítima entre o continente e a Ilha de Santa Catarina saia, efetivamente, do campo das ideias para a realidade. A Secretaria de Patrimônio da União autorizou o uso de seus espaços terrestres e marítimos para a construção de instalações necessárias à implantação do transporte público marítimo, interligando municípios da Grande Florianópolis pela água.

Ainda faltam estudos técnicos e autorizações ambientais. Mas, como é da vontade de muitos, pode ser que, agora, a coisa ande. Ótimo seria se andasse antes do final do ano, para não sofrer interrupções em função da troca de governo. Duvido que seja tão rápido, mas a esperança existe.
Nos testes realizados em março, a ligação entre a ponta de Baixo, em São José, e o Centro de Florianópolis foi feita em 12 minutos, em um barco com capacidade para 180 passageiros. A mesma ligação, de ônibus, chega a demorar duas horas, em alguns horários de pico.

Taxistas contra o Estado

Os taxistas de Florianópolis vão entrar na justiça contra o Estado brasileiro e a prefeitura de Florianópolis pedindo reparação de danos contra o que alegam ser violação do princípio de igualdade, na disputa com motoristas de aplicativos. Alegam que têm que pagar mais taxas e impostos que os pilotos de Uber e 99Pop.

Só esqueceram de mencionar que contam com isenção de ICMS, IPI na compra do automóvel e até de IPVA anual, enquanto os trabalhadores dos aplicativos, que utilizam carros particulares, têm que arcar com todos os impostos, sem exceção. Assim é fácil. E errado, claro.

A melhor saída para a questão, já mencionada até por alguns representantes de órgãos federais, seria, não a regulação ou impedimento dos aplicativos, mas sim a DESregulamentação dos táxis, deixando todos com as mesmas obrigações e direitos. Por que não pensam assim?

Entre os melhores

O Registro de Imóveis de São José está concorrendo ao Prêmio Qualidade Total 2018, que anualmente certifica os melhores cartórios do País. Recentemente, a unidade investiu em informatização, capacitação de equipe e padronização de procedimentos, conseguindo maior economia, agilidade e segurança jurídica para os usuários. De acordo com Miguel Ortale, presidente da Anoreg/SC, entidade que representa a categoria no Estado, a modernização de processos tem trazido maior eficiência a cartórios de toda SC.

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