moisés é visto falando sentado em um sofá observado por dois homens sentado em outras poltronas
Foto: Maurício Vieira/Secom

É enorme a diferença entre o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro e o próximo governador de Santa Catarina, Carlos Moisés. Embora ambos compartilhem a mesma sigla, o Partido Social Liberal (PSL), as semelhanças param por aí.

Enquanto Jair Bolsonaro segue no seu estilo espalhafatoso, Moisés opta por uma atitude centrada e reservada, evitando polêmicas e demonstrando seriedade no trato da coisa pública. O neo-governador quer se inteirar detalhadamente da realidade do estado, antes até de anunciar nomes para ocupar os espaços políticos da máquina pública.

Cuidado com indicações

Reiterando que ainda não tem nomes definidos e não os apresentará antes de definir a reforma administrativa, Moisés sabe que precisa ficar firme para não sucumbir à tentação de agradar troianos e contrariar gregos, ao definir seu secretariado.

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O recente caso da deputada eleita (e pretendente ao cargo de secretária de Educação) Ana Caroline Campagnolo é emblemático. Entusiasta e (má) copiadora do estilo espalhafatoso do presidente eleito, a professora cometeu erros absurdos, defendendo o cerceamento da liberdade de pensamento de professores, posando com armas e outras atitudes igualmente ridículas. Anunciar – e depois ter que voltar atrás – uma indicação desse tipo seria péssimo para a imagem de qualquer governo.

O nome da Educação

A escolha mais provável para a Secretaria de Educação do Estado, no momento, é o da professora de Relações Internacionais Iara Costa Leite. Iara faz parte da equipe de transição nomeada por Moisés. Seu nome só não será confirmado se a preferência for por aproveitá-la em outra pasta importante, relacionada ao comércio exterior.

A perigo

O cargo conquistado por Ana Campagnolo, aliás, pode estar a perigo. Ações judiciais tentam evitar sua diplomação e posse, com base em alegados crimes eleitorais que possa ter cometido. Não sei se isso será possível, já que a legislação a respeito é bastante permissiva, mas não ficaria surpreso e nem inconformado se o erro cometido pelos eleitores, ao tê-la eleito, fosse corrigido dessa forma.

Sim. Eu considero que o eleitor tenha sido induzido ao erro ao votar nesta candidata. Ninguém, em sã consciência, escolheria alguém tão equivocada e inconsequente para representá-lo. Sua atitude não é um caso de eleição. É assunto psiquiátrico.

Vigilância e Segurança

Uma empresa de vigilância privada está, segundo moradores do bairro Potecas, usando o nome da polícia e da guarda municipal em sua abordagem de vendas. Prometem aos potenciais clientes rondas conjuntas com as forças de Segurança Pública. Por si só, essa promessa é falsa e é um crime.
E, se alguém que se propõe a reforçar a sua segurança comete um crime para convencê-lo disso, alguma coisa está fora da ordem. Convém evitar contratar e até denunciar às autoridades.

Inferno

Com as obras do elevado do Rio Tavares entrando em uma fase delicada, onde será necessário interromper o fluxo de veículos que vão e vêm da Lagoa da Conceição para o Sul da Ilha, aliado à impossibilidade de abertura de via alternativa atravessando a Base Aérea, neste verão, o inferno dos moradores e turistas descerá mais alguns círculos rumo ao fogo central. Para quem pretender enfrentar o calor dentro do carro, por horas a fio, convém incluir na bagagem alguma comida, bastante água. E desodorante.

Base Aérea

Segundo a assessoria de Comunicação Social da Base Aérea, a estrada que liga o Carianos à Tapera, por dentro da área militar, já está com a capacidade ultrapassada, em vista do trânsito de integrantes da base, de moradores da Tapera e Ribeirão da Ilha autorizados a atravessar, e dos ônibus da linha Tapera-Ticen, que chegam a passar 280 vezes por dia por dentro da base.

Tráfico não vai acabar

O delegado Attilio Gaspari Filho deu a letra: “Acabar com o tráfico no Morro da Caixa é utopia”. E ele está certo. Não só no Morro da Caixa, como em qualquer outro ponto de tráfico existente por aí. A saída parece ser mesmo evitar apenas os excessos violentos, permitindo, de certa forma, que os usuários tenham acesso ao que querem e que os traficantes possam atendê-los, desde que seja mantida a paz aparente.

Cada vez mais, a luta inglória contra o tráfico parece levar à conclusão que o melhor seria regulamentar o uso recreativo de drogas mais leves, como a maconha, concentrando esforços em reduzir o uso das mais pesadas, menos através da repressão e mais pela utilização de ações de educação e de melhoria da qualidade de vida das comunidades atingidas.

Ainda não se sabe a posição do novo governador sobre o assunto. Tomara que ela seja mais coerente do que o seu correligionário futuro-presidente, para o qual a repressão precisa ser intensificada. Ideias como a do governador eleito do RJ, de contratar atiradores de elite e comprar drones armados, só conseguiriam levar ao aumento da violência, já que, para os bandidos, seria facílimo optar pelo terrorismo contra a população para constranger as forças de Segurança a mudarem de ideia sobre isso. Ou alguém esqueceu dos ônibus incendiados, alguns deles com gente dentro, em um passado recente?

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