A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) atualizou, nesta quinta-feira (09/07), o monitoramento do El Niño. O fenômeno já está estabelecido e manteve o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial durante junho.
De acordo com o relatório, aumentou a possibilidade de o evento atingir intensidade muito forte durante a primavera do Hemisfério Sul. A previsão indica que o fenômeno deve ganhar força ao longo do inverno e alcançar a categoria forte até o fim da estação.
Além disso, os modelos climáticos apontam que o aquecimento do Pacífico Equatorial deve continuar até atingir o pico entre outubro e dezembro. Nesse período, a NOAA estima 81% de chance de o El Niño chegar à intensidade muito forte.

Fenômeno pode estar entre os mais intensos da história
Caso a previsão se confirme, o atual El Niño poderá entrar para a lista dos eventos mais intensos desde o início dos registros, em 1950. Os episódios dessa magnitude são conhecidos popularmente como Super El Niño.
Esse cenário ocorre quando a temperatura das águas do Oceano Pacífico Equatorial fica pelo menos 2°C acima da média histórica.
No entanto, um El Niño muito forte não provoca os mesmos efeitos em todas as regiões. Mesmo assim, ele aumenta a probabilidade de ocorrência de padrões associados ao fenômeno, como chuva acima da média e eventos meteorológicos de maior impacto.
Santa Catarina terá aumento das chuvas
Em Santa Catarina, as previsões de médio prazo indicam aumento da intensidade das chuvas nas próximas semanas. Por isso, os órgãos de monitoramento reforçam a necessidade de acompanhar os avisos meteorológicos.
Com a aproximação da primavera, a tendência é de intensificação desse padrão climático. Dessa forma, o Estado pode registrar maior frequência de temporais e episódios de chuva volumosa.
Além disso, os modelos climáticos indicam volumes de chuva acima do normal tanto durante o inverno quanto na primavera.
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SDC/SC) e a Epagri/Ciram mantêm o monitoramento das condições oceânicas e atmosféricas. O acompanhamento ocorre em conjunto com as instituições que integram o Fórum Climático Catarinense.











