Após sofrer um grave acidente de moto que provocou a amputação do braço direito, Renato Eufrásio avança na recuperação no Hospital Governador Celso Ramos (HGCR), em Florianópolis. Ele chegou à unidade em agosto deste ano, em estado grave, e precisou de cuidados intensivos. Quase três meses depois, já consegue caminhar e retoma, aos poucos, atividades do dia a dia.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu Renato após o acidente. No hospital, ele precisou de sedação, ventilação mecânica e medicamentos para manter a pressão arterial. Durante a internação, passou a receber atendimento na nova Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde uma equipe multidisciplinar acompanha sua evolução.
“Essa é uma situação que faz parte do perfil da nossa instituição, habilitada para atender situações de neurotrauma e de alta complexidade. Pacientes como o Renato se beneficiam de toda uma nova estrutura da UTI, tanto do parque tecnológico quanto do que temos de melhor que é a nossa equipe multidisciplinar”, destacou a diretora do HGCR, Thayse Rosa.
Recuperação envolve cuidados físicos e psicológicos
Além dos cuidados médicos, Renato recebe acompanhamento psicológico para lidar com as mudanças provocadas pelo acidente. O tratamento também envolve fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição e assistência de enfermagem. O objetivo é recuperar sua autonomia e prepará-lo para retomar a rotina fora do hospital.
“Por mais que seja um momento difícil, em que às vezes não me sinto tão capaz, eles sempre encontram uma forma de me motivar e acabam arrancando um sorriso. Minha recuperação está sendo rápida porque sou desafiado o tempo inteiro e incentivado a ir um pouquinho além. Muitas pessoas têm uma visão negativa da saúde pública, mas, vivendo essa experiência aqui dentro, vejo que é diferente. É possível, sim, ter um tratamento de qualidade e humanizado”, elogiou Renato.
Atualmente, um dos principais objetivos do paciente é voltar a respirar sem o auxílio de aparelhos. Ele também considera a possibilidade de utilizar uma prótese no braço direito e sonha em voltar a jogar futebol. Enquanto isso, segue avançando na reabilitação, com caminhadas pela UTI e a retomada de cuidados pessoais.
Equipe multidisciplinar acompanha recuperação
A recuperação de Renato envolve profissionais de diferentes especialidades. Médicos e equipes de enfermagem monitoram seu quadro clínico, enquanto fisioterapeutas trabalham a mobilidade e a função respiratória. Além disso, nutricionistas, fonoaudiólogos e psicólogos oferecem suporte conforme as necessidades do paciente.
A atuação conjunta permite acompanhar tanto a recuperação física quanto os aspectos emocionais da internação. Segundo a coordenadora da UTI, Renata dos Santos, a evolução de Renato surpreendeu os profissionais.
“A melhora do Renato é resultado do acompanhamento multidisciplinar e do empenho de todos os profissionais envolvidos. Cada um contribuiu com sua especialidade para o restabelecimento dele. A evolução surpreendeu a todos nós, e temos certeza de que o trabalho integrado fez a diferença”, salientou a coordenadora de UTI, Renata dos Santos.
Apoio à família durante a internação
O Hospital Governador Celso Ramos também oferece acolhimento aos familiares dos pacientes internados na UTI. O atendimento inclui um espaço reservado para as famílias e acompanhamento durante a comunicação dos boletins médicos.
Para Márcia Eufrásio, irmã de Renato, o apoio dos profissionais ajudou a família a enfrentar os momentos mais difíceis da internação. Ela destaca a atenção recebida desde a chegada do irmão ao hospital.
“Desde que o Renato chegou aqui, fomos bem recebidos e nos sentimos apoiados. Isso fez muita diferença. Várias vezes saí daqui muito tranquila, porque podemos confiar na equipe. O Renato não precisava só de médicos, precisava também de amor, de carinho e de pessoas lutando por ele. Esse apoio foi importante para ele e para a nossa família. Só tenho a agradecer ao hospital e ao Governo de Santa Catarina, que proporciona isso para à população”, relatou a irmã do paciente, Márcia Eufrásio.
Apesar dos avanços, Renato ainda precisa de cuidados e acompanhamento para continuar a recuperação. A expectativa é que, com a evolução do tratamento, consiga ampliar sua independência e se preparar para voltar para casa.











