fachada do shopping com grande painel escrito Iguatemi
O shopping Iguatemi Florianópolis, construído em 2007 pelo Grupo Santa Fé, poderá mudar de nome com a saída da rede Iguatemi do empreendimento - Divulgação/CSC

A distribuidora de títulos e valores imobiliários BRL Trust, de São Paulo, adquiriu recentemente 30% da participação do shopping Iguatemi de Florianópolis. A transição foi consolidada neste domingo (20/10), com a transferência do controle da parte da própria rede Iguatemi para o Vinci Shopping Centers, fundo de investimento imobiliário da BRL Trust.

A venda envolve 30% de todas as lojas do shopping, vagas de garagem e também de 13 casas no entorno do centro de compras no bairro Santa Mônica, que fazem parte do empreendimento. A transação financeira, feita à vista em 9 de outubro, foi de R$ 108,88 milhões, dos quais R$ 104,55 milhões são das unidades do shopping e outros R$ 4,33 milhões pelas casas no entorno. O valor de venda se refere a 12,3 vezes o resultado operacional líquido (NOI) de 2018, isto é, aproximadamente R$ 8,85 milhões.

O Iguatemi Florianópolis, construído em 2007, é divido entre o grupo Santa Fé, através da empresa Pronta Empreendimentos e Participações, pela rede Iguatemi e mais uma parte do Walmart, que comprou a área onde está instalada a loja do BIG e mais o estacionamento inferior. Como a rede Iguatemi vendeu a sua parte, é possível que o shopping mude de nome dentro de um ano e meio.

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A rede Iguatemi tem agora 15 unidades, com um faturamento anual superior a R$ 750 milhões. Não deixará de estar presente na Grande Florianópolis, já que é dona do I Fashion Outlet, na BR 101 em Tijucas. Já o BRL Trust tem menos de 10% dessa movimentação anual. Com a compra de parte do shopping na capital catarinense, através da Vinci, passa a ter participação em 12 empreendimentos do tipo em todo o país.

A nova sociedade do shopping, que agora será gerenciado pela empresa Lumine, especializada no ramo, anunciou a inauguração de novas operações, como a Coco Bambu, na área de alimentação.

Problemas na transição

A venda de 30% do Iguatemi Florianópolis quase não aconteceu por conta da prefeitura. A natureza da operação, que envolve a venda de uma parte e não da totalidade de um empreendimento, precisa de uma guia de imposto parcial emitida pelo poder executivo municipal. Ocorreu que recentemente faleceu (em 23/9) o servidor da Prefeitura de Florianópolis responsável por emitir o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) parcial. Seu substituto também se afastou por motivos de saúde. Não havia ninguém na prefeitura então para dar andamento nos trâmites da venda. Posteriormente, com a possibilidade de murchar o negócio, a prefeitura conseguiu concluir às pressas a operação, que rendeu cerca de R$ 2 milhões ao município.

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