Servidores municipais de Florianópolis iniciaram greve às 7h desta quinta-feira (23/04). A paralisação ocorre após a rejeição da proposta apresentada pela Prefeitura nas negociações da data-base e pode afetar atendimentos em áreas como Saúde e Educação.
Greve após impasse nas negociações
De acordo com o Sintrasem, a proposta do Executivo não contempla pontos considerados prioritários pela categoria. Por isso, os servidores decidiram pela paralisação.
Entre as reivindicações, está o cumprimento da lei federal que reconhece auxiliares de sala no magistério. Além disso, o sindicato cobra a revogação de portarias relacionadas à área da Educação.
Também não houve avanço na recomposição salarial de técnicos de enfermagem. Da mesma forma, seguem sem definição o piso de agentes comunitários de saúde (ACS) e de combate a endemias (ACE).
A entidade ainda aponta ausência de propostas para concurso público, chamamento de aprovados, redução de terceirizações, defesa da previdência pública e diminuição da jornada sem corte salarial.
Sindicato aponta sobrecarga
Segundo o sindicato, a situação nas unidades públicas é crítica, com falta de profissionais e estrutura.
“Na Educação, professores chegam a comprar materiais didáticos do próprio bolso, e há unidades sem sequer banheiro funcionando”, afirma a entidade.
O sindicato também diz que a greve é uma resposta ao cenário atual e cobra mudanças na condução da gestão municipal.
Prefeitura trabalha para manter serviços essenciais
Em nota, a Prefeitura de Florianópolis lamentou a paralisação e informou que atua para reduzir impactos à população, principalmente nos serviços considerados essenciais.
A administração afirma que mantém diálogo com as categorias e que cumpre acordos firmados nos últimos anos. Como exemplo, cita o reajuste salarial com base no INPC e a manutenção do Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
Além disso, o município destaca que mais de 1.900 profissionais foram chamados no último ano. Na Educação, foram mais de 220 convocações. Já na Saúde, mais de 150 profissionais passaram a atuar na rede, além de dentistas, assistentes sociais e psicólogos.
A Prefeitura também informa que está em andamento um novo concurso público, com mais de 40 cargos em diferentes áreas.











