Programa Bairro Educador reúne mais de 1,2 mil alunos em 14 comunidades de Florianópolis

Programa beneficia crianças e adolescentes em comunidades da Ilha e do Continente

Alunos do Programa Bairro Educador

A Prefeitura de Florianópolis, em parceria com o SESI, mantém o programa Bairro Educador (BE) em 14 comunidades. A iniciativa oferece educação complementar no contraturno escolar. Assim, o projeto busca fortalecer a educação integral e melhorar a aprendizagem.

As atividades acontecem em associações de moradores, centros comunitários, clubes e espaços públicos. Ao mesmo tempo, crianças e adolescentes de 6 a 18 anos participam, desde que estejam matriculados em escolas públicas ou privadas. Em algumas unidades, inclusive, o programa também atende adultos e idosos, com foco em convivência, bem-estar e aprendizado contínuo.

Oficinas, esporte e cultura no contraturno

O programa oferece oficinas educacionais, maker e robótica. Além disso, inclui esportes como basquete, futsal, futebol, ginástica, jiu-jitsu, judô, karatê, taekwondo, skate e vôlei. Já na área cultural, por exemplo, há capoeira, dança, percussão, grafite, boi de mamão, mídias e musicalização.

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As atividades ocorrem no contraturno. Dessa forma, os estudantes permanecem no espaço durante a manhã ou tarde e recebem lanche. Outra novidade, por sua vez, inclui a oferta de almoço em comunidades em situação de vulnerabilidade.

“Essa ação garante alimentação antes de os estudantes irem ou retornarem da escola”, afirma o prefeito Topázio Neto.

O programa atende os alunos de segunda a quinta-feira, das 8h às 17h. Já na sexta-feira, a equipe realiza o planejamento e a formação dos educadores.

Atualmente, cerca de 1.200 estudantes participam do programa. Entre as regiões atendidas estão Campeche, Rio Tavares, Costeira do Pirajubaé, Córrego Grande, Monte Verde, Sambaqui, Ingleses e Monte Cristo. Por fim, as comunidades realizam as matrículas diretamente nos polos.

Bairro Educador atende 14 comunidades

Entre os polos mais frequentados, a Vila Aparecida lidera, com 156 estudantes. Nesse contexto, a oficina de breakdance se destaca.

“É um exemplo de trabalho. Não somente corporal e rítmico, mas principalmente de autoestima, auxiliando as crianças e os adolescentes da comunidade”, afirma Felipe Augusto Teixeira, consultor executivo de Educação Complementar da SME.

O assistente educacional Anderson Luiz Richter, conhecido como Darel, também destaca o impacto social da atividade.

“Sair da invisibilidade de uma comunidade de periferia para serem vistas e aplaudidas de pé não há nada mais emocionante”, relata.

Dança como inclusão social

O breakdance ganhou projeção mundial e, além disso, se tornou modalidade olímpica em 2024. Na Vila Aparecida, entretanto, a prática tem raízes antigas e surgiu na antiga Casa da Comunidade.

Para manter essa tradição, o programa convidou o professor Juliano França, morador da região e dançarino experiente.

“Hoje as crianças são apaixonadas pela dança. Em 2025, fomos a única comunidade convidada a se apresentar no 36º Festival de Dança do Shopping Itaguaçu, em São José. Assim, a dança mostra que tudo é possível”, destaca.

A aluna Nathalia Oliveira Riboli, de 9 anos, conta como o programa mudou sua relação com a dança.

“Na escola, todos gostavam de dançar, e eu não sabia nada. Agora, porém, eu sei dançar e estou muito feliz”, diz.

Além disso, ela afirma que o contato com esportes e oficinas ajudou a descobrir novos interesses.

“A dança vai muito além do físico. Por isso, vejo o breakdance como um agente de mudança social. Ele dá voz a quem muitas vezes não é escutado”, completa Juliano França.

Foto: PMF/Divulgação

Programa Bairro Educador apoia famílias

Além das atividades pedagógicas, o Bairro Educador mantém acompanhamento próximo das famílias. Dessa maneira, a equipe amplia o cuidado com os estudantes.

“Desde o início, acompanhamos crianças com dificuldades de comportamento e desenvolvimento. Além disso, fazemos acolhimento e orientações constantes às famílias”, explica a psicopedagoga Camila Pedrozo.

Segundo ela, esse contato próximo facilita o cuidado integral e melhora os resultados.

Contraturno fortalece vínculo com alunos

Um dos exemplos envolve Rayssa dos Santos Adolfo, de 10 anos. Segundo Darel, a estudante chegou ao programa sem saber ler nem escrever. No entanto, com o tempo, ela avançou no aprendizado.

Hoje, a realidade é diferente.

“Ler e escrever ajudou bastante a minha vida não somente dentro como também fora da escola”, afirma Rayssa.

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