Santa Catarina iniciou neste domingo, 1º de março, o simulado de desastres em todo o estado. Às 9h20, celulares receberam um alerta de emergência enviado pelo sistema Cell Broadcast, marcando a abertura oficial do 2º Simulado Geral de Gestão de Desastres, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil.
Simulado de desastres em Santa Catarina envolve quase todos os municípios
A mobilização ocorre de forma simultânea em quase todo o território catarinense. A SPDC coordena a ação, enquanto os Grupos de Ações Coordenadas executam as atividades. Além disso, Coordenadorias Regionais de Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, polícias, universidades, secretarias municipais e instituições parceiras, como a Rede Estadual de Emergência de Radioamadores, reforçam o trabalho.
Ao todo, 294 dos 295 municípios catarinenses se inscreveram. Assim, o número supera a edição anterior e consolida o exercício como o maior simulado do Brasil.
Antes do envio do alerta, os municípios iniciaram as simulações conforme os principais riscos de cada região. Entre eles estão deslizamentos, enchentes, enxurradas, queda de barreiras e interrupções no fornecimento de energia. Em seguida, após os primeiros registros simulados, as equipes acionaram a estrutura estadual. Na sequência, instalaram o Gabinete de Crise e ativaram o Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres e o Centro de Logística.

Durante a abertura, o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Mário Hildebrandt, destacou a importância da iniciativa. Segundo ele, o simulado vai além de um exercício técnico e representa investimento direto na cultura da prevenção. Além disso, ele lembrou que Santa Catarina enfrenta historicamente desastres naturais e que a preparação antecipada reduz danos.
Como exemplo, o secretário citou o município de Treze Tílias, atingido por cheias no fim do ano passado. De acordo com ele, a experiência adquirida no primeiro simulado contribuiu para uma resposta mais rápida e, consequentemente, para a redução dos impactos.
Simulado testa evacuações e abrigos
Ao longo do dia, as equipes realizam evacuações simuladas, instalam abrigos temporários, cadastram famílias e organizam ajuda humanitária. Além disso, promovem ações educativas. Dessa forma, o trabalho testa protocolos, revisa sistemas de comunicação, atualiza bases de dados, identifica ajustes necessários e fortalece a integração entre as áreas técnica, operacional e logística.
A escolha do 1º de março tem caráter simbólico. A data marca o Dia Internacional da Proteção e Defesa Civil.







