Operação “Proxies” do GAECO investiga fraude em licitações e sonegação fiscal em SC

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de Concórdia, Xanxerê e Florianópolis, em investigação que apura fraudes em certames públicos e sonegação fiscal. A operação dá apoio a Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 4ª Promotoria de Justiça de Concórdia.

Agentes da polícia civil e polícia militar durante Operação Proxies
Foto: MPSC/Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta quarta-feira (27) a Operação “Proxies”. A ação ocorre em apoio à 4ª Promotoria de Justiça de Concórdia.

A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de criar empresas de fachada em nome de “laranjas” para fraudar licitações e praticar sonegação fiscal em Concórdia e Xanxerê.

Operação cumpre mandados em três cidades

O GAECO cumpriu 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. As equipes atuaram em Concórdia, Xanxerê e Florianópolis.

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Além disso, os agentes realizaram buscas em residências e empresas ligadas aos investigados. Durante a ação, os policiais recolheram documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que podem reforçar as suspeitas apuradas no inquérito.

Segundo o Ministério Público, os investigados mantinham um núcleo decisório comum com vínculos familiares, operacionais e documentais. Dessa maneira, o grupo teria compartilhado estratégias para participar de licitações públicas e executar contratos administrativos.

Ainda conforme a investigação, os suspeitos criaram empresas de fachada para fraudar processos licitatórios e sonegar impostos. Com isso, as práticas investigadas podem ter prejudicado os princípios da legalidade, impessoalidade, isonomia e competitividade da Administração Pública.

Durante a operação, os agentes apreenderam mais de R$ 7,5 mil em dinheiro, nove celulares, notebooks e diversos documentos. Além disso, 58 policiais militares, civis e penais participaram da ação.

Na sequência, a Polícia Científica vai analisar os materiais recolhidos. Depois, a equipe de investigação avaliará os laudos periciais para dar continuidade ao caso. Enquanto isso, as investigações seguem sob sigilo.

Operação “Proxies”

O nome “Proxies” faz referência ao mecanismo identificado pelos investigadores durante a apuração. Segundo o Ministério Público, os suspeitos controlavam as empresas de forma indireta e dissimulada.

Para isso, o grupo utilizava procurações, representantes formais e pessoas interpostas na administração das empresas. Assim, os investigados teriam ocultado os responsáveis pelas decisões estratégicas e operacionais.

A expressão “proxy”, originária do inglês, define alguém que atua em nome de terceiros como representante, procurador ou intermediário. Nesse contexto, portanto, o termo se relaciona diretamente à dinâmica investigada pelo Ministério Público.

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