Polícia Penal entrega mantas confeccionadas por detentas à Maternidade Carmela Dutra

Agentes da Polícia Penal entregando mantas na maternidade Carmela Dutra
Fotos: Jaqueline Noceti/Sejuri/Divulgação

Com a chegada do frio em Santa Catarina, iniciativas solidárias ganham ainda mais força e ampliam a rede de acolhimento no estado. Em mais uma ação voltada à responsabilidade social e à ressocialização, a Polícia Penal de Santa Catarina realizou a entrega de 150 mantas à Maternidade Carmela Dutra, na Capital.

As peças foram produzidas por mulheres privadas de liberdade do Presídio Feminino Regional de Florianópolis e, além disso, fazem parte de uma parceria com o Projeto Nana Nenê – Aquecendo Corações, desenvolvido pela Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul Flores do Campeche e pela ARLS União do Sul da Ilha.

Na maternidade, as mantas passam a compor os enxovais entregues a mães e recém-nascidos em situação de vulnerabilidade. Atualmente, a unidade registra alta demanda. Em média, são cerca de 300 partos por mês e, inclusive, esse número chegou a 375 no último período.

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O diretor da Maternidade Carmela Dutra, Gilberto Marçal Seemann, destacou o impacto do trabalho voluntário. De acordo com ele, os kits e enxovais ajudam a garantir apoio imediato às famílias que mais precisam no momento da alta hospitalar.

Antes da entrega, todas as mantas passaram por etapas rigorosas de confecção, higienização e esterilização. Dessa forma, o processo garante segurança hospitalar e conforto aos recém-nascidos.

Ressocialização e impacto social 

Para a direção do presídio, a ação reforça o papel transformador do trabalho no sistema prisional. Nesse sentido, a diretora Marina Coelho afirma que a produção das peças representa uma forma concreta de ressocialização, com impacto dentro e fora da unidade.

Já a presidente da Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul Flores do Campeche, Clotildes Fernandes Campregher, ressalta que o projeto une solidariedade e reintegração social. Além disso, segundo ela, cada manta carrega também uma oportunidade de recomeço para as mulheres envolvidas.

A iniciativa integra a política da Polícia Penal de Santa Catarina de incentivo ao trabalho e à qualificação profissional de pessoas privadas de liberdade. Por fim, o objetivo é reduzir a reincidência criminal e ampliar as chances de reinserção social após o cumprimento da pena.

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