Hospitais da Grande Florianópolis seguem lotados, sem vagas em UTI para adultos ou crianças

    Há um ano foi decretada situação de emergência nas unidades da região

    Na sexta-feira (5/4), a lotação dos hospitais públicos na Grande Florianópolis seguia em um nível crítico constante, com todas as 164 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para adultos e crianças na região completamente ocupadas, restando apenas 4 vagas em unidades neonatais.

    A situação reflete um cenário semelhante em todo o estado, com 98% de ocupação das UTIs públicas, evidenciando uma demanda emergencial na saúde pública.

    Desde o início da pandemia, a saturação das unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) na região da capital tem sido perene, sem que as medidas de gestão tenham conseguido aliviar a situação. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) costuma apontar dois fatores para justificar a lotação: o aumento de casos respiratórios ou de dengue e a possibilidade de tratamento dos pacientes em postos de saúde da rede primária.

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    Um ano atrás, em 29 de março, o governo estadual declarou situação de emergência em seis hospitais próprios da SES na região, devido a problemas estruturais e de manutenção. Embora as unidades tenham passado por melhorias, como os hospitais Regional de São José, Maternidade Carmela Dutra e o Hospital Infantil, a saturação persiste. Em junho de 23 foi decretada emergência geral.

    Famílias que buscam atendimento nos hospitais têm relatado longas horas de espera e agonia para conseguir tratamento, mesmo para crianças que necessitam de cuidados urgentes, como é o caso da unidade especializada no bairro Agronômica. Nos corredores do Regional de São José, é comum encontrar pacientes aguardando atendimento. A greve no hospital da UFSC também agrava a situação.

    Em nota, a SES enfatizou a importância da vacinação, incentivando a população a se imunizar contra doenças como a gripe, ainda com baixa adesão. A pasta reiterou que muitos casos poderiam ser tratados nos postos de saúde municipais. “Ressaltamos que, mesmo com a superlotação dos hospitais, nenhum paciente ficou desassistido ou sem um leito de UTI. No ano passado foram abertos 150 novos leitos em várias regiões do Estado”, afirmou a SES. A pasta também destacou que, apesar das longas filas de espera, foram realizadas 405.896 cirurgias entre eletivas e emergenciais na atual gestão, de janeiro de 2023 até março de 2024.

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