Justiça arquiva investigação sobre caso do cão Orelha

A decisão atende manifestação das Promotorias de Justiça responsáveis pelo caso, que concluiu que os adolescentes e o cão “Orelha” não estiveram juntos no período da suposta agressão e que o animal sofria de doença grave preexistente.

Cão Orelha que sofreu maus tratos
Foto: PCSC/Divulgação

O Juízo da Vara da Infância e Juventude da Capital arquivou, nesta quinta-feira (14/5), o procedimento investigatório sobre o caso do cão Orelha, da Praia Brava, em Florianópolis. A decisão seguiu a manifestação do Ministério Público, que pediu o encerramento do caso.

Com isso, a investigação chega ao fim após a análise de todas as provas reunidas.

Ministério Público descartou agressão

As Promotorias de Justiça da Capital concluíram que os adolescentes investigados e o cão Orelha não estavam juntos na praia no período da suposta agressão.

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Além disso, os promotores apontaram que o animal já tinha uma doença grave e preexistente. Portanto, não há elementos que sustentem a hipótese de agressão.

Análise técnica e provas do caso

Revisão de imagens e dados alterou a linha do tempo

A manifestação do Ministério Público reúne 170 páginas e quase dois mil arquivos digitais. O material inclui vídeos, fotos e dados extraídos de celulares apreendidos.

A equipe refez a análise das câmeras de vigilância. Durante esse trabalho, identificou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os sistemas.

Por isso, os investigadores corrigiram a linha do tempo. Em seguida, concluíram que não houve encontro entre o adolescente e o cão no período investigado.

Laudo aponta doença grave no animal

O laudo pericial, feito após a exumação, identificou osteomielite crônica na região maxilar esquerda do animal.

O documento não encontrou fraturas nem lesões compatíveis com agressão humana.

Dessa forma, as evidências técnicas e testemunhais indicam que a morte do cão Orelha, submetido à eutanásia, ocorreu por uma condição grave já existente.

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