
Cooperativas de energia e distribuidoras estão investindo R$ 280 milhões na ampliação e modernização da rede elétrica em Santa Catarina. Ao todo, o pacote inclui novos postes, religadores, subestações, transformadores e diversos equipamentos. Com isso, as melhorias devem garantir mais segurança energética e maior qualidade no fornecimento, sobretudo em áreas rurais.
Cooperativas de energia ampliam e modernizam a rede elétrica
Além disso, os investimentos contam com apoio do Governo do Estado por meio da Política Estadual de Apoio às Cooperativas de Energia Elétrica de SC. Dessa forma, o incentivo fiscal viabiliza as obras e, ao mesmo tempo, acelera a expansão da infraestrutura energética.
Programa já aprovou 37 projetos
Até o momento, o programa aprovou 37 projetos apresentados por mais de 20 cooperativas e empresas de distribuição. Assim, as ações passam a beneficiar dezenas de municípios catarinenses. O apoio ocorre por meio de crédito de ICMS. Na prática, a distribuidora realiza os investimentos e, em contrapartida, recebe crédito correspondente ao valor aplicado, limitado a 20% do recolhimento anual do imposto. Até fevereiro, portanto, o Estado já concedeu mais de R$ 50 milhões em créditos.
O governador Jorginho Mello afirma que a medida é essencial para destravar investimentos. “Santa Catarina está crescendo forte, acima da média nacional, e precisa de energia de qualidade na área rural também. O apoio para as cooperativas é certeiro porque beneficia pequenos municípios, pequenos produtores de leite, e de outros produtos agrícolas, que agora contam uma energia mais robusta, trifásica e que não cai tanto, sem risco de perder tudo que produziu”, afirma.
Incentivo acelera obras e amplia capacidade
A concessão do benefício é operacionalizada, de forma conjunta, pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços e pela Secretaria de Estado da Fazenda. Nesse sentido, a iniciativa fortalece o setor energético e cria condições para novos investimentos. Segundo o secretário da pasta, Silvio Dreveck, a política é estratégica. “A Peacesc é uma iniciativa fundamental sobretudo para destravar investimentos no setor energético. Essa política, ao lado de investimentos recordes por meio da Celesc e Programa Energia Boa, está garantindo o futuro de Santa Catarina no fornecimento e geração de energia”, destaca.
Da mesma forma, o presidente da Federação das Cooperativas de Energia de SC, Edson Flores da Cunha, afirma que o incentivo fiscal foi decisivo. “Algumas obras estão prontas, outras ficarão prontas no decorrer do ano, entre subestações, linhas de transmissão e linhas trifásicas. Esse programa está ajudando a chegar no homem do campo uma energia com mais qualidade. Sem esses recursos, muitas cooperativas não teriam iniciado essas obras”, destaca.
Projetos beneficiam cooperativas e consumidores
Entre os projetos aprovados, está a aquisição de um transformador para a nova subestação da Coorsel. A cooperativa atende consumidores em Treze de Maio, Orleans, Pedras Grandes e Tubarão, no Sul do Estado. Com isso, o investimento beneficia mais de 7,6 mil unidades consumidoras e amplia a capacidade de atendimento.

“O investimento vai ajudar os associados a ter uma energia de qualidade, com confiabilidade e estabilidade no sistema. Vamos cadastrar outros projetos que com certeza vão nos ajudar bastante na parte de operação e distribuição de energia”, afirma o engenheiro da cooperativa, Helton Weber Stang.
Além desse projeto, a Peacesc também aprovou a construção de uma nova linha de transmissão pelas cooperativas Cegero e Cerbranorte. As estruturas atendem São Ludgero, Braço do Norte e municípios vizinhos. Como resultado, as cooperativas reduziram o custo de transporte da energia. Consequentemente, a medida deve gerar impactos positivos na tarifa para os consumidores.
“Esse investimento vai impactar diretamente nos consumidores locais, dando mais qualidade, eficiência, bem como economia no fornecimento de energia”, destaca o presidente da Cerbranorte, Alex Wiggers. “É um investimento histórico, uma parceria inovadora e saudável que deu muito certo”, disse o presidente da Cegero, Tito Hobold.










