Com o fim da alta temporada de verão, o Projeto Golfinho SC reforça o alerta para a prevenção de afogamentos em Santa Catarina. Ao contrário do que muitos pensam, o risco não desaparece, apenas muda de lugar. Sem os postos de guarda-vidas em parte do litoral, a atenção se volta para piscinas, rios e lagos. Por isso, o Corpo de Bombeiros Militar orienta que os cuidados continuem ao longo de todo o ano, especialmente com crianças.
Risco de afogamento migra para outros ambientes
Após março, muitas famílias seguem em contato com a água, porém em outros espaços. Piscinas residenciais, clubes e parques aquáticos entram no radar. Além disso, rios, lagos e balneários de água doce também exigem atenção.
Embora esses ambientes pareçam mais seguros, os riscos permanecem. Por isso, a recomendação é manter vigilância constante e adotar medidas preventivas.
Projeto Golfinho SC amplia atuação fora do mar
O Projeto Golfinho SC não se limita ao litoral. Pelo contrário, nos últimos anos, a atuação cresceu no interior do estado. De acordo com dados entre 2023 e o início de 2026, esse avanço é consistente.
Nesse período, o Projeto Golfinho SC formou 7.698 crianças em ambientes não oceânicos. Ou seja, o número inclui piscinas, clubes e áreas de água doce. Assim, o programa fortalece a cultura de prevenção em diferentes regiões.
Projeto Golfinho SC foca segurança em piscinas e clubes
As piscinas concentram a maior parte das atividades. Ao todo, 6.418 crianças participaram de treinamentos nesses espaços.
Em 2024, por exemplo, foi registrado o maior volume, com 2.335 formações. Nesse contexto, o conteúdo é direto e prático. As crianças aprendem a evitar correr na borda e a reconhecer perigos como ralos de sucção.
Prevenção em rios e lagos ganha força
Em rios e lagos, o Projeto Golfinho SC já formou 1.280 crianças. Embora seja um número menor, ele segue relevante, especialmente pelo histórico de acidentes nesses locais.
Além disso, o início de 2026 indica crescimento. Só nos primeiros meses, 150 crianças já participaram das atividades. Dessa forma, o dado aponta maior atenção à prevenção fora dos centros urbanos.
Projeto Golfinho SC amplia alcance entre crianças
Os dados indicam equilíbrio entre os participantes. Meninos representam 51%, enquanto meninas somam 49%.
Além disso, a idade média caiu. Em 2023, era de 9,2 anos. Em 2025, passou para 8,3 anos. Já em 2026, até março, está em 8,6 anos. Ou seja, o Projeto Golfinho SC alcança o público mais cedo.
Engajamento reforça eficácia
O programa também apresenta alta taxa de retorno. Em 2024, 2.895 crianças participaram novamente das atividades.
No acumulado desde 2023, são mais de 5,4 mil reencontros. Assim, o número reforça o engajamento e aponta para a eficácia do método.
Calendário mostra picos de prevenção
O calendário escolar influencia o volume de formações. Nesse sentido, janeiro concentra o maior número de participantes, impulsionado pelas férias e pela Estação Verão.
Em 2025, o mês registrou 6.599 crianças atendidas. Por outro lado, novembro também se destaca. Com média de 2.700 formações, o período antecipa a preparação para o verão.
Prevenção deve ser contínua
Para os bombeiros, o fim da temporada de praia não reduz o risco. Pelo contrário, ele apenas muda de cenário. Por isso, a recomendação é manter a atenção durante todo o ano.
Assim, o Projeto Golfinho SC se consolida como ferramenta permanente de prevenção. Além de educar, a iniciativa promove conscientização e contribui para reduzir acidentes e proteger crianças em Santa Catarina.











