Servidores municipais de São José decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A paralisação começa no dia 5 de maio.
A categoria tomou a decisão em assembleia nesta quarta-feira (29/04). O encontro ocorreu no Bolsão da Beira-Mar e reuniu mais de 1,5 mil trabalhadores da administração pública.
Antes disso, os servidores já haviam aprovado o estado de greve em duas assembleias. No entanto, a categoria afirma que a prefeitura descumpriu pontos do acordo firmado após a paralisação de 2025. Ao mesmo tempo, os trabalhadores relatam piora nos serviços públicos.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Sintram/SJ), a administração ainda não apresentou propostas concretas. Além disso, a entidade afirma que tentou negociar, mas não obteve retorno efetivo.
A presidente do sindicato, Jumeri Zanetti, destacou a insatisfação da categoria. “A assembleia de hoje foi soberana e reflete a indignação da categoria. A prefeitura teve tempo e oportunidade para dialogar, mas optou pelo imobilismo”, afirmou.
Em seguida, ela reforçou as condições para encerrar a paralisação. “A greve começa no dia 5 de maio, e só será suspensa se houver uma proposta objetiva que atenda às pautas dos servidores. A população sabe que não se trata de um capricho, mas sim da luta por serviços públicos dignos e pelo respeito aos trabalhadores que os mantêm de pé”, completou.
Greve começa em 5 de maio
A greve inicia no dia 5 de maio, em cumprimento ao prazo legal de 72 horas de aviso prévio à Prefeitura de São José e à população.
No dia 5 de maio, às 8h30, os servidores realizam a primeira assembleia de greve. O local ainda será definido. Logo após o encontro, o comando de greve foi até a prefeitura para formalizar a decisão.
Principais reivindicações
Entre as principais reivindicações, a categoria cobra concurso público e o fim das terceirizações. Além disso, os servidores exigem a convocação de aprovados, diante de um déficit estimado em pelo menos 400 profissionais nas áreas de saúde e assistência social.
Outro ponto envolve a isonomia na carreira. Nesse sentido, os trabalhadores pedem correção de desigualdades e incentivo à qualificação profissional.
Na educação, os servidores defendem a inclusão dos profissionais de Educação Especial na carreira do magistério. Segundo o sindicato, a prefeitura criou 300 vagas, mas colocou esses trabalhadores no quadro administrativo. Com isso, eles ficaram sem acesso ao piso salarial e à hora-atividade.
Já na saúde, técnicos e auxiliares de enfermagem cobram revisão salarial. A categoria aponta defasagem nos vencimentos, mesmo com atuação direta na linha de frente dos serviços municipais.











