Santa Catarina tem o segundo maior salário mínimo regional do país

    Novo piso regional de Santa Catarina estabelece valores entre R$ 1.842 e R$ 2.106, acima do salário mínimo nacional.

    Trabalhadores da indústria processam alimentos em linha de produção, atividade que ilustra setores impactados pelo salário mínimo regional de SC.
    Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC/Divulgação

    Santa Catarina tem o segundo maior piso regional do país. O novo salário mínimo regional de SC já está em vigor e pode chegar a R$ 2.106. Com isso, o trabalhador catarinense passa a ganhar até 29,9% a mais que o salário mínimo nacional, hoje em R$ 1.621.

    O reajuste foi de 6,49% e ficou acima da inflação de 2025. Dessa forma, o aumento garante ganho real. Ao mesmo tempo, amplia o poder de compra. Por isso, o novo valor também ajuda a movimentar a economia.

    Piso de SC fica acima da média nacional

    A diferença aparece já na faixa inicial. O piso regional começa R$ 221 acima do mínimo nacional, o que representa 13,6% a mais. Além disso, na faixa mais alta, a diferença chega a R$ 485. Nesse caso, o valor fica 29,9% acima do piso nacional.

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    O governador Jorginho Mello destacou o impacto do reajuste. “O reajuste de 6,49% aprovado para o salário mínimo regional garante ganho real para os trabalhadores catarinenses, valoriza quem produz e movimenta a nossa economia, o que significa mais dinheiro no bolso de quem trabalha”, disse.

    Faixas do salário mínimo regional de SC

    O salário mínimo regional de SC serve como base para categorias que não têm piso definido em lei federal ou acordo coletivo. Dessa forma, ele garante um valor mínimo para diferentes áreas da economia.

    Veja como ficam as faixas:

    • Primeira faixa: passa de R$ 1.730 para R$ 1.842. Inclui trabalhadores da agricultura, pecuária, pesca, domésticos e construção civil.
    • Segunda faixa: passa de R$ 1.792 para R$ 1.908. Abrange profissionais do vestuário, calçados, papel, comunicações e telemarketing.
    • Terceira faixa: passa de R$ 1.898 para R$ 2.022. Contempla indústrias químicas, farmacêuticas, alimentação e comércio.
    • Quarta faixa: passa de R$ 1.978 para R$ 2.106. Reúne setores metalúrgicos, mecânicos, tecnologia, motoristas e saúde.

    Novo piso regional já está valendo

    Os novos valores têm efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026. Por isso, as empresas precisam ajustar os pagamentos.

    Além disso, o piso regional protege trabalhadores sem negociação coletiva. Assim, ele evita perdas e mantém uma base salarial mínima.

    Salário mínimo influencia milhões no país

    Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 61,9 milhões de brasileiros têm renda ligada ao salário mínimo. Desse total, 29,3 milhões são aposentados e pensionistas. Ao mesmo tempo, 17,7 milhões são trabalhadores formais. Além disso, 10,7 milhões atuam como autônomos e 3,9 milhões são empregados domésticos.

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