Economia do Mar gera 250 mil empregos e representa 8,5% da força de trabalho catarinense

    Vista aérea de complexo portuário em Santa Catarina, com navios atracados, armazéns e área de carga e descarga, ilustrando a atividade da Economia do Mar e sua importância para a logística e geração de empregos no estado.
    Foto: Gustavo Rotta/PSFS/Divulgação

    Santa Catarina consolida a Economia do Mar como um dos principais motores de geração de empregos formais no estado. Atualmente, o setor reúne cerca de 250 mil trabalhadores e, assim, representa aproximadamente 8,5% de toda a força de trabalho formal catarinense.

    Os dados fazem parte do Informativo Mensal de Emprego da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan/SC), com base no Novo Caged divulgado em 31 de março de 2026. Além disso, o levantamento reforça a relevância crescente do setor na economia estadual.

    Economia do Mar cria quase 6 mil vagas em um ano 

    Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, as atividades ligadas ao uso produtivo do mar abriram quase 6 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. Dessa forma, o segmento manteve ritmo consistente de expansão.

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    Esse volume representa 13% de todo o saldo de empregos formais do estado no período. Portanto, o crescimento reforça o peso da Economia do Mar na estrutura produtiva catarinense.

    Destaque em fevereiro

    Somente em fevereiro de 2026, a Economia do Mar gerou 1.929 novos vínculos formais em Santa Catarina. Assim, o estado respondeu por 11% do total nacional dessas atividades no mês. Dessa maneira, o desempenho confirma a força catarinense em setores ligados ao mar.

    Santa Catarina supera média nacional

    O estado também se destaca no cenário brasileiro. Nesse sentido, o saldo de empregos da Economia do Mar em Santa Catarina chegou a 13%, acima da média nacional de 12%.

    Segundo o secretário estadual do Planejamento, Arão Josino, o setor apresenta diversidade e maturidade produtiva. Além disso, ele ressalta que o estado avança não apenas na pesca, mas também em atividades de maior valor agregado, como logística e engenharia.

    Pesca e indústria lideram participação no país

    Santa Catarina concentra 45% dos empregos formais do Brasil na pesca. Ao mesmo tempo, responde por 27% das vagas na preservação e fabricação de produtos do pescado.

    O estado lidera em segmentos como construção de embarcações, fabricação de equipamentos de pesca e produção de instrumentos de medição. Portanto, mantém posição estratégica no cenário nacional.

    Economia do Mar movimenta logística e indústria

    O grupo de Armazenamento, carga e descarga teve o maior saldo no período, com 1.744 novas vagas. Em seguida, aparecem outros setores relevantes.

    • Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos, com 1.206 vagas
    • Fabricação de outros produtos alimentícios, com 967 vagas

    Além disso, micro e pequenas empresas foram responsáveis por 65% das contratações. Por outro lado, homens representaram 51% dos novos postos e mulheres 49%.

    Crescimento consistente em uma década

    Na comparação com 2014, os empregos na Economia do Mar cresceram 25% em Santa Catarina. Assim, o estado adicionou cerca de 50 mil trabalhadores formais ao longo do período.

    O número de estabelecimentos avançou de 15.871 para 23.515 unidades, o que representa alta de 48%. Da mesma forma, a massa salarial mensal do setor chegou a cerca de R$ 1,158 bilhão.

    Economia do Mar avança no interior do estado

    Três regiões concentram 61% dos empregos da Economia do Mar:

    • Grande Florianópolis (28%)
    • Foz do Rio Itajaí (18%)
    • Nordeste de Santa Catarina (15%)

    No entanto, o crescimento mais acelerado ocorreu no Extremo Oeste e na região de Laguna, com altas acima de 70% em dez anos. Dessa forma, o setor também avança no interior.

    Florianópolis, Joinville e Itajaí seguem como os principais polos, concentrando o maior número de trabalhadores.

    Setor é visto como estratégico para o desenvolvimento

    Segundo o secretário adjunto Lucas Amancio, economias mais complexas tendem a ser mais inovadoras e inclusivas. Por isso, também impactam diretamente o desenvolvimento humano.

    O levantamento integra o Informativo Mensal de Emprego da Seplan/SC. Além disso, a publicação utiliza metodologia conjunta do Ministério do Planejamento e do IBGE.

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