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Novo trapiche do Centro Histórico abriga um painel ao longo dos 80m que conta a memória da cidade - Lucas Cervenka/CSC

A obra de revitalização da orla e o novo trapiche do Centro Histórico de São José foram inaugurados neste sábado (14/9). A obra iniciou em dezembro de 2018.

Além do trapiche de 80 metros, o local ganhou nova quadra de futebol de grama sintética; quadra poliesportiva; praça com áreas de contemplação; academia ao ar livre; bicicletário; trapiche fixo com 3,6 metros de largura e cerca de 80 metros de comprimento, além de novo sistema iluminação com lâmpadas de LED, mobiliário, paisagismo, revitalização do calçamento e calçadas, e um jardim para a Câmara Municipal.

No discurso da solenidade que marcou a inauguração, a prefeita Adeliana Dal Pont destacou o caráter de união entre a prefeitura e a câmara, de onde veio o dinheiro para a obra, cerca de R$ 3,5 milhões, a partir de devoluções.

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“Quero fazer um agradecimento muito especial à câmara de vereadores, porque desde a gestão do Sanderson a câmara fez economia, na gestão do Ornivo e agora na gestão do Michel tem feito economia, e devolvido recurso para que a gente possa utilizar em algo importante que a comunidade espera”, disse Adeliana. Ela também disse que o trabalho é o resultado de um projeto de mais de três anos, além de ser um sonho antigo da comunidade.

Os vereadores Michel Schlemper, atual presidente e Orvino Coelho de Ávila, último presidente por duas gestões, falando em nome dos demais, destacaram que a obra tem importância para toda a cidade, por ser o berço do município.

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Prefeita Adeliana dal Pont: “fico feliz em poder realizar antigos sonhos da comunidade” – Lucas Cervenka/CSC
O trapiche que conta a história de São José

“Hoje é puramente uma celebração de cultura, sem ela somos apenas algoritmos robóticos em subsistência, sem ela uma cidade é só um depósito de gente, sem ela a educação é só treinamento, ela que faz parte de algo que expande a nossa consciência”, declarou Plínio Verani.

Plínio é o artista responsável pelo painel pintado sobre o novo trapiche. A obra, ao longo dos 80 metros da estrutura, conta a história da cidade em um formato similar a uma história em quadrinhos. O projeto se alinha com um novo conceito em que se utiliza o espaço público para trazer a memória da localidade – seja uma cidade, um estado, um país – ao público. São as chamadas calçadas da memória.

Correio – Quais são as linhas que nortearam a calçada da memória e o que representa para a cidade?

Plínio Verani – Justamente é essa ideia de plantar sementinhas de memória, o cuidado com a memória. No conselho de cultura trouxemos essa questão do largo da memória no contexto do Centro Histórico. O que interessa é esse significado de memória, de cuidar das pessoas, das coisas, da memória da cidade. A memória é expansão de consciência, pertencimento, conexão, é fundamental. Então achei uma oportunidade ótima. É um exercício extremamente interessante porque as ruas, as calçadas, os espaços de certa forma não estão sendo usados em toda sua potencialidade.

Correio – Existe mais alguma iniciativa dessa natureza no Brasil?

Plínio – Bom, assim no trapiche, não. Aliás, em diversos países não existem coisas similares. Claro, não é essa temática, uma linha de tempo da cidade no trapiche, desse tamanho, então é uma coisa meio inusitada mesmo.

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