Bares e restaurantes em Santa Catarina têm verão abaixo do esperado

    Funcionário opera o caixa no balcão de um estabelecimento, ilustrando o movimento e os desafios financeiros enfrentados pelos bares e restaurantes de Santa Catarina durante a temporada de verão.
    Foto: Divulgação/Abrasel

    A temporada de verão está chegando ao fim e deixa frustração nos bares e restaurantes em Santa Catarina. Embora os empresários esperassem alta no turismo, o movimento ficou abaixo do previsto. Além disso, muitos estabelecimentos não registraram lucro e ainda enfrentaram custos elevados.

    Movimento de bares e restaurantes em Santa Catarina

    De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Santa Catarina (Abrasel SC), entre 1º de janeiro e 17 de fevereiro, 58% dos estabelecimentos receberam menos turistas que no mesmo período do ano passado. Além disso, 36% apontaram queda de até 15% e 22% registraram redução acima de 15%. Por outro lado, 24% mantiveram o movimento e 18% tiveram aumento.

    Na região da Capital, os números foram parecidos: 59,8% dos estabelecimentos tiveram movimento menor, 26,2% igual e 14% maior. Dessa forma, é possível notar que a tendência se repetiu em grande parte do estado.

    Perfil dos turistas
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    Embora o número de turistas argentinos tenha ficado abaixo do esperado, 49% dos empresários notaram aumento de visitantes de outros países da América Latina. Além disso, 33% observaram crescimento de turistas brasileiros. Ou seja, apesar da queda de alguns públicos, outros ajudaram a sustentar o movimento.

    Impacto financeiro

    Segundo Juliana Débastiani, presidente da Abrasel SC, o resultado ficou abaixo do necessário. “Mesmo com turistas, muitos estabelecimentos não conseguiram gerar lucro. Operaram com margens apertadas, custos altos e equipes incompletas. A temporada de verão é historicamente o período de maior geração de caixa do setor. Contudo, vimos esforço maior e retorno menor”, afirma.

    Além disso, a pesquisa mostra que apenas 33% dos negócios registraram lucro. Por outro lado, a maioria empatou (51%) ou teve prejuízo (16%). Isso evidencia a dificuldade de transformar movimento em resultado financeiro.

    Preços pouco reajustados

    O levantamento indica pouco espaço para aumentos de preços. Setenta por cento dos estabelecimentos não reajustaram valores ou aplicaram até 5%. Já 25% aumentaram em até 10%. Assim, mesmo com o aumento da inflação, muitos consumidores não sentiram grandes mudanças no cardápio.

    Mão de obra e outros desafios

    A falta de pessoal continua como principal desafio. Em 57% dos estabelecimentos, as equipes não foram completadas. Entre os motivos estão a falta de qualificação, escassez de candidatos e desinteresse pelas vagas. Além disso, empresários citaram altos custos de insumos, infraestrutura precária e trânsito intenso como fatores que prejudicam o setor. Portanto, o cenário segue desafiador para os empreendedores do segmento.

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